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Disney cruza US$ 6 bilhões – e faz isso quando ninguém mais em Hollywood consegue
Publicado 26/12/2025 • 07:30 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 26/12/2025 • 07:30 | Atualizado há 6 meses
A The Walt Disney Company acaba de alcançar um marco que vai além do simbolismo hollywoodiano: US$ 6 bilhões em bilheteria global em 2025, consolidando-se como o único grande estúdio a atingir esse patamar no ciclo pós-pandemia.
É a quinta vez que a Disney ultrapassa a marca de US$ 6 bilhões, repetindo um feito que já havia alcançado em 2016, 2017, 2018 e 2019,e a primeira desde a disrupção provocada pela Covid-19. Desde 2015, nenhum outro estúdio conseguiu repetir esse desempenho.
O dado chama atenção porque ocorre em um contexto estruturalmente mais difícil: o box office global ainda opera cerca de 20% abaixo dos níveis pré-pandemia, pressionado pela mudança no comportamento do consumidor, pela consolidação do streaming e por uma agenda de lançamentos mais seletiva. Mesmo assim, a Disney volta a operar como “blue chip” do entretenimento, entregando escala, previsibilidade relativa e poder de marca.
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O desempenho de 2025 se divide da seguinte forma:
Para efeito de comparação, o segundo colocado, a Warner Bros., soma aproximadamente US$ 4,3 bilhões até agora.
O timing do recorde também é relevante: o marco foi antecipado pelo desempenho acima do esperado de Avatar: Fire and Ash, de James Cameron, que já ultrapassa US$ 450 milhões globais e mantém forte tração internacional, com destaque para a China, principal mercado fora dos EUA.
Mas nem tudo foi lucro. Produções como “Elio” (Pixar, US$ 154 milhões), “Snow White” (live-action, US$ 205 milhões) e “Tron: Ares” (US$ 142 milhões) ficaram abaixo do ponto de equilíbrio, considerando que os estúdios ficam com cerca de 50% da bilheteria e precisam faturar 2,5x o orçamento para justificar o investimento.
A Marvel Studios também enfrentou um momento mais desafiador, com três títulos que não repetiram o padrão histórico da franquia:
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Siga o Times | CNBCEmbora esses números fiquem distantes da era em que qualquer título do MCU flertava com US$ 1 bilhão, os “fracassos” da Disney ainda superam o maior sucesso anual de muitos estúdios concorrentes e, mais importante, alimentam um ecossistema de monetização muito além da sala de cinema com receitas bilionárias em licenciamento, produtos e parques.
Olhando para frente, o domínio dificilmente se dissipa no curto prazo, uma vez que o pipeline de 2026 inclui títulos como “Avengers: Doomsday”, “Toy Story 5”, “Moana” (live-action) e “The Devil Wears Prada 2”;
Após 2019, quando a Disney atingiu um recorde histórico de US$ 13,1 bilhões em bilheteria global, 2025 se consolida como o melhor ano desde então, reforçando a narrativa de recuperação estrutural e liderança de longo prazo.
Para o mercado, o dado central não é apenas o recorde nominal, mas a resiliência do modelo de negócios. Em um mercado onde muitos questionaram a relevância da janela teatral, a Disney demonstra que blockbusters bem posicionados ainda funcionam como âncoras de valor, impulsionando:
Em 2025, a Disney chegou a marca dos US$ 6 bilhões com 16 lançamentos amplos, incluindo dois títulos acima de US$ 1 bilhão – “Zootopia 2” (US$ 1,3B) e “Lilo & Stitch” (US$ 1,038B), os únicos filmes a cruzarem essa marca.
(com informações da Variaty e Deadline)
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