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Mondelez supera US$ 38 bilhões em receita e mira retomada com estabilização do cacau
Publicado 03/02/2026 • 19:47 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 03/02/2026 • 19:47 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Sede da Mondelez.
Foto: Mondelez/Divulgação
A Mondelēz International registrou alta de receita em 2025 com reajustes de preços, mas viu margens encolherem e lucro cair diante da disparada nos custos do cacau, segundo resultados divulgados nesta terça-feira (3).
A receita líquida somou US$ 38,5 bilhões no ano, avanço de 5,8%, enquanto o crescimento orgânico foi de 4,3%, sustentado principalmente por preços mais altos. O volume vendido, porém, recuou.
A pressão de custos afetou diretamente a rentabilidade. A margem bruta caiu para 28,4%, uma retração de 10,7 pontos percentuais na comparação anual. O lucro por ação (EPS) diluído despencou 44,7%, para US$ 1,89.
No quarto trimestre, o cenário se repetiu. A receita líquida chegou a US$ 10,5 bilhões, alta de 9,3%, com crescimento orgânico de 5,1%, novamente puxado por reajustes. Ainda assim, a margem bruta ficou em 28,2%, queda de 10,4 pontos, enquanto o EPS diluído caiu 60,8%, para US$ 0,51.
Por região, a Europa liderou o desempenho, com receita trimestral de US$ 4,4 bilhões, avanço de 17,3%. Já a América do Norte recuou 0,6%, pressionada pela queda de volumes.
Em comunicado, o CEO Dirk Van de Put afirmou que a companhia entra em 2026 focada em recuperar volumes e melhorar a eficiência operacional. “Estamos entrando em 2026 focados em voltar a crescer em volume, investir em nossas marcas e capacidades e gerar alavancagem operacional, juntamente com a estabilização dos custos do cacau.”
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No caixa, a companhia gerou US$ 4,5 bilhões em operações e reportou free cash flow de US$ 3,2 bilhões em 2025. O retorno a acionistas, entre dividendos e recompra de ações, somou US$ 4,9 bilhões.
Para 2026, a fabricante de marcas projeta crescimento orgânico entre 0% e 2% e alta de 0% a 5% no lucro ajustado por ação, além de geração de caixa livre próxima de US$ 3 bilhões, em um ambiente ainda marcado por volatilidade de custos e commodities.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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