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Sergio All: regime especial para PMEs destrava caminho para abertura de capital
Publicado 21/03/2026 • 22:39 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/03/2026 • 22:39 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A criação de um regime especial na bolsa brasileira para pequenas e médias empresas que faturam até R$ 500 milhões por ano promete desburocratizar o acesso ao mercado de capitais, analisou Sergio All, fundador da Conta Black e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o novo modelo reduz drasticamente o tempo de preparação para a listagem, tornando o sonho do IPO (abertura de capital) mais próximo para o médio empreendedor. “Imagina uma empresa que fatura R$ 500 milhões e sempre sonhou em lançar suas ações. Agora isso é possível com um regime muito mais desburocratizado; um processo que demoraria anos, hoje você consegue fazer em aproximadamente seis meses”, afirmou.
Para aderir ao programa, as empresas precisam cumprir requisitos de governança básica e contar com suporte especializado. “É necessário ter pelo menos três conselheiros e um contador especializado em CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A assessoria para estruturar o processo custa entre US$ 9,4 mil a US$ 18,8 mil, permitindo captar recursos com investidores qualificados e family offices de forma legal”, explicou.
O consultor ressaltou que a listagem em bolsa pode ser uma alternativa estratégica ao endividamento bancário tradicional. “Estamos falando atualmente de juros de 14,75% ao ano e com a abertura de capital esse custo pode cair drasticamente para algo entre 8% e 12%. Isso facilita a captação de recursos, substitui dívidas caras e gera uma visibilidade mercadológica e uma confiança enormes para o negócio”, detalhou.
Apesar da facilidade, o notável alertou que os empresários devem analisar criteriosamente o setor antes de dar o passo definitivo. “Nem todo mundo conseguiria realizar esse sonho de imediato; vale a pena fazer uma pesquisa para entender quais segmentos estão mais aquecidos. Um exemplo é a empresa de alimentos e suplementos Mais Mu, que em um processo curto levantou R$ 20 milhões por atuar em um nicho de alimentos saudáveis que desperta interesse”.
Por fim, Sergio demonstrou otimismo com o fim da “seca” de IPOs no Brasil graças ao novo fôlego trazido pelas médias empresas. “Antes se esperava IPO apenas dos gigantes, agora podemos focar nos médios que possuem um bom histórico de faturamento. Acredito que isso abrirá um precedente positivo, aquecendo o mercado e atraindo investidores tanto no presente quanto no futuro próximo”, pontua o notável.
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