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Senado instala subcomissão da CAE para investigar Banco Master e pressiona reguladores
Publicado 04/02/2026 • 12:53 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 04/02/2026 • 12:53 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
A abertura dos trabalhos de 2026 da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado marcou a escalada institucional das investigações sobre o Banco Master. Nesta terça-feira (3), foi oficialmente instaurada a subcomissão da CAE, criada por ato do presidente do colegiado, o senador Renan Calheiros, para acompanhar as apurações sobre o caso e seus impactos no sistema financeiro.
Segundo Renan, a iniciativa é proporcional à gravidade das suspeitas envolvendo o modelo de negócios do banco, centrado na oferta de CDBs com promessas de alta rentabilidade e na utilização do Fundo Garantidor de Crédito.
Ele também questionou o tempo de reação das autoridades após a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025.
O presidente da CAE afirmou que o novo colegiado vai requisitar documentos protegidos por sigilo bancário, com base na Lei Complementar 105, e acompanhar investigações conduzidas por:
Renan reforçou que a iniciativa não substitui a CPMI que ainda aguarda instalação formal.
Leia também: Banco Master: BRB encontra “achados relevantes” e encaminha informações a PF e Banco Central
Durante a sessão, a senadora Damares Alves argumentou que a CAE é o espaço adequado para propor ajustes permanentes na legislação.
Já a senadora Leila Barros alertou para os efeitos diretos do caso no Distrito Federal e no Banco de Brasília, citando riscos institucionais mais amplos.
O senador Esperidião Amin avaliou que a subcomissão garante continuidade às investigações independentemente do calendário político.
O colegiado foi formado inicialmente por:
O grupo pode ser ampliado e terá como atribuições convocar autoridades, solicitar documentos e elaborar propostas legislativas relacionadas ao caso.
Leia também: Clientes da Fictor sacaram 70% de recursos após grupo tentar comprar Master
Já nesta quarta-feira (4), Renan Calheiros e Fernando Farias protocolaram uma série de requerimentos formais exigindo explicações de autoridades-chave.
Entre os pedidos está a convocação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para detalhar:
Outros documentos foram solicitados ao TCU, ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e à CVM.
Fernando Farias também pediu a realização de audiência pública para discutir a atuação das instituições e questionou se o FGC comunicou previamente ao BC eventuais alertas sobre a situação do conglomerado.
Para o mercado, a instalação da subcomissão da CAE, somada à CPMI que ainda será criada, transforma o caso Banco Master em um dos principais focos de risco regulatório de 2026.
Executivos e investidores acompanham dois pontos centrais: possíveis mudanças na regulação de produtos bancários de alta rentabilidade e revisões no papel do FGC e dos supervisores.
Em linguagem corporativa, a investigação deixou de ser apenas política. Virou tema estrutural do sistema financeiro brasileiro, com potencial para redefinir regras e práticas no setor.
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