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Anfavea divulga queda de produção em janeiro, mas celebra fim de isenção para BYD
Publicado 06/02/2026 • 13:55 | Atualizado há 51 minutos
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Publicado 06/02/2026 • 13:55 | Atualizado há 51 minutos
KEY POINTS
A produção de veículos no Brasil recuou no início de 2026. Em janeiro, foram produzidas 159,6 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, o que representa uma queda de 12% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 13,5% frente a dezembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Anfavea.
Apesar do desempenho negativo no começo do ano, a Anfavea manteve a projeção de crescimento de 3,7% na produção em 2026, apresentada no mês anterior. Se a estimativa se confirmar, o país deve encerrar o ano com cerca de 2,74 milhões de veículos fabricados.
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Do lado do mercado interno, as vendas somaram 170,5 mil unidades em janeiro, volume praticamente estável na comparação anual, com leve queda de 0,4%. Em relação a dezembro, no entanto, houve retração de 39%. A entidade afirma que o recuo mais acentuado é típico do início do ano, período em que os consumidores concentram maiores compromissos financeiros.
As exportações totalizaram 25,9 mil veículos no mês, o que representa uma queda de 18,3% em relação a janeiro de 2025. Na comparação com dezembro, porém, os embarques cresceram 38,3%. Já o emprego apresentou leve avanço, com a abertura de 223 vagas, elevando o total de trabalhadores nas montadoras para 109,9 mil.
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Em meio aos números fracos de produção, a Anfavea comemorou o fim, no dia 31 de janeiro, a isenção fiscal que permitia a importação de kits desmontados com alíquota zero dentro de uma cota de US$ 463 milhões. A medida vinha sendo utilizada por empresas como a BYD e não foi prorrogada pelo governo federal.
“Eu comemoro o fato de o governo não ter decidido pela prorrogação dessa medida. A não extensão incentiva a produção local”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, em declaração ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ele, a entidade vê a decisão como um passo na direção de maior internalização da produção. “Ao não prorrogar, estamos no caminho de aprimorar nossa produção, criar mais empregos aqui e fortalecer a indústria nacional.”
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Calvet reforçou que a entidade manterá a mesma posição caso novos pedidos de redução de impostos ou criação de cotas sejam apresentados ao longo do ano. “Se em algum momento, em fevereiro, março, abril, maio ou junho, qualquer empresa pedir algo similar, a Anfavea não mudará a sua posição. É uma posição em defesa da produção nacional”, disse.
O dirigente destacou a importância de concentrar no país etapas mais completas do processo produtivo, como estamparia, soldagem e pintura. “Tudo no Brasil, gerando empregos”, afirmou.
Segundo ele, dados sobre o mercado de trabalho do setor devem ser apresentados em breve. “São dados que de fato nos motivam a seguir nossa trajetória de fortalecimento do nosso setor.”
Segundo estudo divulgado anteriormente pela Anfavea, o fim da isenção de impostos para a importação dos kits desmontados poderia preservar quase 300 mil empregos no Brasil, além de reduzir distorções concorrenciais no setor automotivo.
Veja a declaração de Igor Calvet na íntegra:
“Eu entendo, aliás, eu comemoro o fato de, no fim de janeiro, o governo não ter decidido ou pautado a prorrogação dessa medida, das cotas e dessa questão que tanto foi debatida por nós na Anfavea. Eu celebro por achar que a não extensão incentiva a produção local.
Então, ao não prorrogar, estamos no caminho de internalizar, de aprimorar nossa produção, de criar mais empregos aqui. Se, em algum momento, em fevereiro, março, abril, maio, junho, qualquer empresa pedir algo similar, cotas, diminuição das alíquotas de impostos, a Anfavea não mudará a sua posição, e é uma posição em defesa da produção nacional.
Sobretudo, quando nós falamos o necessário, em grande volume, trabalhar com processos produtivos mais elaborados: estamparia, soldagem, pintura, tudo no Brasil, gerando empregos. Aliás, em breve falaremos sobre alguns dados, não nesta coletiva, mas muito provavelmente na próxima, sobre os dados de emprego do setor.
São dados que de fato nos motivam a seguir nossa trajetória de fortalecimento do nosso setor. Então, para resumir uma história longa em uma resposta mais breve, em qualquer momento, durante este ano, nos próximos três ou quatro anos, qualquer companhia, dependente da sua origem, que pleitear esse tipo de medida, nós defenderemos a produção nacional.
Isso não importa se acontecerá em janeiro, fevereiro ou março, é um posicionamento do país em defesa da indústria local.”
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