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Da origem à crise: veja linha do tempo completa do caso Banco Master

Publicado 12/02/2026 • 21:25 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O caso Banco Master envolve suspeitas de irregularidades financeiras e decisões judiciais desde 2025;
  • Daniel Vorcaro, dono do banco, foi preso e solto após liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central;
  • Em fevereiro de 2026, a Polícia Federal encontrou mensagens e vínculos entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli;
  • Toffoli deixou a relatoria do caso, mas o STF confirmou a validade de seus atos.
Fachada do Banco Master

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A situação do Banco Master representa uma das maiores crises financeiras do sistema bancário brasileiro

O caso do Banco Master ganhou diversas ramificações desde que começou. Nesta quinta-feira (12), a tensão institucional ficou mais evidente ainda com a convocação do presidente STF para uma reunião fechada com todos os ministros do Supremo.

O agravamento da crise é fruto das novas descobertas da Polícia Federal (PF). A Polícia Federal encontrou vínculos financeiros e mensagens nos celulares de Daniel Vorcaro, dono do banco liquidado, com o ministro relator do caso, Dias Toffoli.

No relatório da PF, os investigadores sustentam que as descobertas levam ao questionamento da imparcialidade do ministro. Isso porque, no documento, são detalhados pagamentos realizados em novembro de 2025.

Eles eram decorrentes da venda do resort Tayayá, do qual Toffoli era sócio por meio de uma empresa familiar. Fachin compartilhou o arquivo com os demais ministros.

Após o fim da sessão, o ministro Dias Toffoli deixou os processos relacionados ao caso Banco Master. Em nota divulgada nesta quinta-feira (12), o STF afirmou que não há motivos para alegar suspeição do ministro e confirmou a validade de todos os atos por ele praticados.

Leia mais:
Toffoli entra em acordo com ministros do STF e deixa a relatoria do caso Master
Defesa de Vorcaro nega desistência e diz que banqueiro vai depor na CPMI do INSS

Cronologia do caso Master

A seguir, confira os pontos mais importantes sobre o caso Master, em ordem cronológica:

2025

Março

  • 28 de março de 2025 – BRB anunciou a compra do Banco Master.

Junho

  • 17 de junho de 2025 – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou que o BRB comprasse o Master.

Agosto

  • 19 de agosto de 2025  – A Câmara Legislativa do Distrito Federal, com 14 votos a favor e 7 contra, aprova que o BRB compre o Banco Master.

Setembro

  • 3 de setembro de 2025 – Banco Central não autoriza compra do Banco Master pelo BRB.

Leia mais: Caso Master: PF cumpre mandados em 5 estados; entenda por que esses locais foram alvos

Novembro

  • 17 de novembro de 2025 – Grupo Fictor anuncia a compra do Banco Master, com investimento de R$ 3 bilhões;
  • 17 de novembro de 2025Vorcaro é preso em São Paulo;
  • 18 de novembro de 2025 – Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master;
  • 28 de novembro de 2025 – Defesa de Vorcaro leva o caso para o STF;
  • 29 de novembro de 2025 – Toffoli voa em jatinho com advogado do diretor de Compliance do Banco Master;
  • 29 de novembro de 2025 – TRF-1 solta Daniel Vorcaro.

Dezembro

  • 2 de dezembro de 2025 – Toffoli declara sigilo sobre o caso Master no STF;
  • 3 de dezembro de 2025 – Toffoli determina que investigações do Master passem apenas pelo STF;
  • 11 de dezembro de 2025 – Contrato do Master com Viviane Marci de Moraes, esposa do juiz Alexandre de Moraes é noticiado. Acordo previa 36 meses de serviço, com pagamentos mensais de R$ 3.646.529,77, chegando ao valor total de R$ 131.275.071,72;
  • 22 de dezembro de 2025 – Banco Central e Alexandre Moraes irão se manifestar só sobre Magnitsky;
  • 22 de dezembro de 2025 – Conversa entre Galípolo e Moraes é divulgada sobre Banco Master;
  • 23 de dezembro de 2025 – STF e BC negam conversa sobre Master e confirmam encontros sobre Magnitsky;
  • 24 de dezembro de 2025 – Toffoli marca para 30 de dezembro acareação entre Vorcaro, BC e BRB;
  • 26 de dezembro de 2025 – BC questiona STF sobre acareação;
  • 27 de dezembro de 2025 – Febraban e outras associações financeiras defendem o BC em nota;
  • 27 de dezembro de 2025 – Toffoli nega recurso do Banco Central e mantém acareação;
  • 29 de dezembro de 2025 – Toffoli manda Polícia Federal ouvir Banco Central, Banco Master e o BRB separadamente antes de decisão sobre acareação;
  • 30 de dezembro de 2025 – Daniel Vorcaro (Master), Ailton de Aquino (BC) e Paulo Henrique Costa (ex-BRB) são ouvidos separadamente pela PF;
  • 30 de dezembro de 2025 – Polícia Federal realizou reunião de acareação entre Master e ex-presidente do BRB; diretor do Banco Central foi dispensado.

2026

Janeiro

  • 14 de janeiro de 2026 – Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão, apreendendo R$ 5,7 bilhões em bens e outros valores;
  • 22 de janeiro de 2026Fundo Garantidor de Crédito (FGC) começa a pagar os valores de ressarcimento dos clientes do Banco Master;
  • 23 de janeiro de 2026 – Vorcaro admite que usava o FGC como parte da estratégia do Banco Master;
  • 25 de janeiro de 2026 – É noticiado que o FGC começou a discutir um plano de reposição do rombo de R$ 50 bilhões causados pelo Banco Master.

Fevereiro

  • 11 de fevereiro de 2026 – Polícia Federal encontrou conversas de Vorcaro com deputados e senadores desde 2022. As mensagens citam Dias Toffoli e indicam relação entre os dois. O ministro é relator de apurações relacionadas ao Banco Master;
  • 12 de fevereiro de 2026 – Sessão plenária no STF ocorre em meio a intensa pressão do Congresso e da Polícia Federal sobre Toffoli, em razão das descobertas de vínculos financeiros e mensagens com Vorcaro. A situação aumenta a tensão institucional e gera questionamentos sobre a imparcialidade do relator no caso Banco Master.
  • 12 de fevereiro de 2026Dias Toffoli deixou a relatoria dos processos relacionados ao caso Banco Master. Após a sessão plenária, o STF informou em nota que não há suspeição do ministro no processo 244 AS e confirmou a validade de seus atos, registrando que ele colaborou com todas as solicitações feitas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Breve história do Banco Master

O Banco Master começou em 1974, com o nome “Máxima Corretora de Valores”. Em 1990, virou “Banco Máxima” e lidou com dificuldades em 2010.

Em 2018, Daniel Vorcaro assumiu a instituição e promoveu uma reestruturação societária, além de ter injetado R$ 400 milhões de capital. Em 2021, o nome mudou oficialmente para “Banco Master”.

Para conter dívidas e crescer, o Banco Master passou de 2019 a 2024 tentando ampliar sua base de clientes e investidores. Nesse meio tempo, comprou o Will Bank em busca de presença nacional. Além disso, assim como sua subsidiária, oferecia investimentos de até 140% do CDI, embora seu porte financeiro não comportasse o cumprimento dessa oferta.

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