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CPI do Crime Organizado mira Banco Master e amplia lista de convocações

Publicado 19/02/2026 • 09:10 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Comissão retoma trabalhos após o carnaval com foco no caso Master.
  • Parlamentares avaliam ouvir familiares de ministros do STF.
  • Investigação inclui suspeitas de lavagem de dinheiro e quebra de sigilos.
Mesa diretora da CPI com os senadores Hamilton Mourão, Fabiano Contarato e Alessandro Vieira

Andressa Anholete/Agência Senado

Mesa diretora da CPI com os senadores Hamilton Mourão, Fabiano Contarato e Alessandro Vieira

A CPI do Crime Organizado retoma os trabalhos após o carnaval com uma pauta concentrada nas investigações envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. A reunião deliberativa está marcada para quarta-feira (25 de fevereiro) e deve votar uma série de requerimentos que ampliam o escopo da apuração.

Antes da análise dos pedidos, os senadores devem ouvir o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, o “TH Joias”, investigado por suposta ligação com organizações criminosas.

Leia também: CPMI do INSS antecipa depoimento de Daniel Vorcaro

Convocações e foco no STF

Entre os requerimentos em discussão, parlamentares avaliam convidar autoridades e convocar pessoas ligadas a investigações sobre o Banco Master.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) propôs ouvir a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, sob o argumento de que ela teria mantido contrato de prestação de serviços de alto valor com o banco.

Também há pedidos de convocação dos irmãos do ministro Dias ToffoliJosé Eugênio e José Carlos – que são sócios do magistrado em uma empresa que vendeu participação em um resort no Paraná a fundos ligados ao Banco Master.

Toffoli foi relator de investigações no STF sobre o caso, mas deixou a condução do processo, que passou ao ministro André Mendonça.

Leia também: Vorcaro presta depoimento pós-Carnaval e caso Banco Master avança no Congresso

Resort no Paraná entra na investigação

A CPI também pretende aprofundar a análise de operações envolvendo o Tayayá Resort, no Paraná, empreendimento que teve participação de familiares de Toffoli e de fundos ligados ao Banco Master.

Há requerimentos para convocação de envolvidos nas negociações, incluindo Paulo Humberto Barbosa e Mario Umberto Degani, primo de Toffoli e fundador do resort.

A intenção é esclarecer possíveis vínculos financeiros e societários entre o empreendimento e o grupo investigado.

Leia também: Augusto Lima, do Banco Pleno, se reuniu pelo menos 7 vezes com BC em 2025 como CEO do Master

Executivos do Banco Master na mira

Os senadores também propõem a convocação de executivos e ex-dirigentes do Banco Master, entre eles:

  • Daniel Vorcaro, controlador da instituição
  • Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio
  • Alberto Félix de Oliveira Neto, ex-superintendente de Tesouraria
  • Luiz Antônio Bull, ex-diretor de áreas estratégicas
  • Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio

Os requerimentos foram apresentados pelos senadores Eduardo Girão e Marcos do Val (Podemos-ES).

Suspeitas de lavagem de dinheiro

Os pedidos de convocação são justificados por investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo, especialmente no âmbito da Operação Carbono Oculto.

Segundo os parlamentares, a operação identificou que estruturas financeiras ligadas ao Banco Master teriam sido utilizadas para lavagem de dinheiro, uso de empresas de fachada e triangulações financeiras com operadores do mercado.

Os senadores também mencionam possível relação com a facção criminosa PCC e citam a participação de Vorcaro na SAF do Atlético-MG, adquirida por meio de um fundo de investimento.

Quebra de sigilos e pedidos a órgãos federais

A CPI deve analisar ainda requerimentos para aprofundar a investigação financeira, incluindo:

  • Solicitação de Relatório de Inteligência Financeira (RIF) ao Coaf
  • Transferência de sigilos bancários do Banco Master entre 2022 e 2026
  • Pedido de informações à Anac sobre ativos aeronáuticos ligados a Vorcaro e empresas associadas
  • Levantamento de registros de acesso ao Senado de Augusto Ferreira Lima

Depoimento de “TH Joias”

A reunião também prevê a oitiva de TH Joias, convocado pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

O ex-deputado foi indiciado pela Polícia Federal por crimes ligados ao crime organizado e preso em 2025 sob suspeita de:

  • intermediar compra e venda de armas para o Comando Vermelho
  • atuar em operações de favorecimento à facção

Segundo o relator, o depoimento pode ajudar a compreender como atividades aparentemente legais, como o comércio de joias, podem ser usadas para movimentar recursos ilícitos.

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