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Prévia do PIB surpreende: IBC-Br sobe 2,45% no ano e cai menos em dezembro

Publicado 19/02/2026 • 09:40 | Atualizado há 4 horas

O IBC-Br, indicador considerado uma prévia do PIB, subiu 2,45% em 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (19). No mês de dezembro, o índice recuou 0,18% frente a novembro, já com ajuste sazonal.

A queda foi mais moderada do que o esperado. A mediana das projeções apontava retração de 0,5%, com estimativas que iam de -0,7% a -0,2%.

Desaceleração moderada no fim do ano

Na comparação mensal, o IBC-Br caiu 0,2% em dezembro.

Entre os setores:

  • Agropecuária: +2,3%
  • Indústria: +0,3%
  • Serviços: -0,3%
  • Impostos: -0,2%

Sem a agropecuária, o índice recuou 0,3% no mês.

No trimestre encerrado em dezembro ante o trimestre anterior, houve alta de 0,4%.

Nos últimos 12 meses, o avanço foi de 2,5%.

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Por que o IBC-Br é chamado de prévia do PIB

O IBC-Br recebe o apelido de “prévia do PIB” porque antecipa a direção da atividade econômica antes da divulgação oficial do Produto Interno Bruto pelo IBGE.

O PIB é divulgado trimestralmente e considera uma base ampla de informações sobre produção, renda e consumo. Já o IBC-Br reúne dados mensais de indústria, serviços, agropecuária e impostos, permitindo leitura mais rápida da economia – cerca de 45 dias após o mês de referência.

Ele não substitui o PIB, mas serve como sinal de tendência. Movimentos persistentes no IBC-Br costumam antecipar revisões nas projeções de crescimento e influenciam decisões de política monetária.

IBC-Br e os sinais para o Copom

O desempenho do IBC-Br ajuda a calibrar as expectativas para o Comitê de Política Monetária (Copom). Um crescimento mais forte tende a reduzir o espaço para cortes de juros, enquanto desaceleração consistente pode abrir margem para flexibilização.

A alta de 2,45% em 2025 indica economia ainda em expansão, embora o recuo de dezembro sugira perda de fôlego no encerramento do ano.

O chamado “carregamento estatístico” para o primeiro trimestre de 2026 é de 0,1%, indicando ponto de partida praticamente neutro para o novo ano.

Se os próximos dados confirmarem desaceleração mais clara, o debate sobre juros pode ganhar nova configuração. Por outro lado, se a atividade permanecer resiliente, o Banco Central pode manter postura cautelosa.

Composição setorial do IBC-Br em 2025

No acumulado do ano, os setores apresentaram:

  • Agropecuária: +13,1%
  • Indústria: +1,5%
  • Serviços: +2,1%
  • Impostos: +1,2%

Os pesos na estrutura do indicador são:

  • Serviços: 59,2%
  • Indústria: 20,9%
  • Agropecuária: 5,8%
  • Impostos: 14,1%

A agropecuária foi o principal vetor de crescimento no ano, enquanto serviços mantiveram expansão moderada.

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