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Commodities: fim das tarifas reduz poder de barganha dos EUA e reequilibra comércio global
Publicado 21/02/2026 • 09:44 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 21/02/2026 • 09:44 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
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Commodities: fim das tarifas reduz poder de barganha dos EUA e reequilibra comércio global
A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de declarar ilegais as chamadas tarifas recíprocas impostas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) representa um ponto de inflexão para o mercado de commodities e para o comércio global.
Ao limitar o uso de poderes emergenciais para fins tarifários, o tribunal não somente encerra a cobrança imediata dos impostos, como também altera a dinâmica de negociação entre Washington e seus principais parceiros comerciais.
Segundo análise da consultoria global StoneX, a medida tende a provocar ajustes nos preços internacionais e reduzir distorções competitivas criadas ao longo do último ano.
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Raphael Bulascoschi, analista de inteligência de mercado da StoneX, afirmou que o julgamento era acompanhado com expectativa pelo mercado financeiro.
“O resultado representa um revés relevante para a estratégia tarifária americana e reforça os limites institucionais do Executivo em matéria comercial”, avalia.
Para o especialista, a suspensão das tarifas abre espaço para reprecificação gradual de diversas commodities, especialmente grãos e metais industriais.
No caso da soja, por exemplo, a política tarifária vinha influenciando decisões de compra da China. Com menor incerteza regulatória, o fluxo comercial tende a se ajustar com base em fundamentos de oferta e demanda, e não em barreiras emergenciais.
Metais estratégicos e insumos industriais também podem sofrer ajustes, sobretudo aqueles ligados a cadeias globais de energia e tecnologia.

A decisão reduz a capacidade de Washington de utilizar tarifas como instrumento imediato de pressão diplomática.
Bulascoschi explica que o uso da IEEPA permitia ao Executivo agir de forma unilateral sob justificativa de emergência. Ao ser barrado, o governo perde um mecanismo rápido de intervenção comercial.
Isso afeta diretamente negociações com países como China e Índia, que vinham tratando as tarifas como elemento central nas discussões bilaterais.
Julia Viana, analista de planejamento e suporte da StoneX, destaca que, apesar do impacto institucional, o mercado não deve esperar rupturas abruptas no curto prazo.
“Pequim adotou postura mais conciliadora recentemente e anunciou ampliação das compras de soja americana na safra atual”, observa. Segundo ela, movimentos estruturais nas cadeias globais tendem a ocorrer de forma gradual.
Para o Brasil, o novo cenário pode gerar efeitos indiretos.
Setores que haviam perdido competitividade devido às tarifas americanas podem recuperar espaço, dependendo da dinâmica cambial e da evolução dos acordos comerciais.
Ao mesmo tempo, maior previsibilidade regulatória pode reduzir volatilidade em contratos internacionais de commodities, favorecendo planejamento logístico e financeiro.
O impacto não é uniforme. Alguns segmentos podem enfrentar concorrência mais intensa caso os Estados Unidos retomem participação em mercados que estavam parcialmente fechados.
Outro ponto relevante envolve os efeitos fiscais da decisão.
Com a declaração de ilegalidade, empresas que recolheram os impostos poderão pleitear ressarcimento junto à alfândega americana. Estimativas iniciais apontam que os valores podem superar US$ 130 bilhões.
Bulascoschi ressalta que o governo ainda avalia possibilidades de recurso, o que pode postergar definições sobre prazos e valores de devolução. Caso confirmada, a devolução representará pressão adicional sobre as contas públicas dos EUA.
Além dos efeitos imediatos sobre commodities, a decisão cria precedente relevante sobre os limites do uso de poderes emergenciais.
Ao exigir maior participação do Congresso em mudanças estruturais na política comercial, a Suprema Corte altera o desenho institucional da estratégia americana.
Para o mercado global, isso significa maior previsibilidade jurídica. Para o governo dos EUA, significa que futuras iniciativas tarifárias dependerão de articulação legislativa mais complexa.
No curto prazo, a volatilidade tende a diminuir. No médio prazo, a disputa comercial pode migrar do campo emergencial para o campo político, com efeitos que ultrapassam a dinâmica de preços e alcançam a própria arquitetura do comércio internacional.
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