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Carnaval S.A: como a Sapucaí se transformou em uma engrenagem bilionária de luxo, negócios e branding global

Publicado 22/02/2026 • 16:37 | Atualizado há 3 horas

Foto de Danni Rudz

Danni Rudz

Danni Rudz é comunicadora, criadora de conteúdo, consultora de diversidade corporal e vivências raciais, palestrante, educadora e especialista em moda inclusiva.  Comentarista especialista no Times Brasil - Licenciado CNBC falando ao vivo de Mercado de Luxo e Lifestyle, todas as 6ª feiras. Membro Forbes BLK.

KEY POINTS

  • O Carnaval do Rio deixou de ser apenas festa popular e passou a operar como plataforma estratégica global de negócios, hospitalidade premium e posicionamento de marca.
  • A profissionalização da Sapucaí, sob gestão da LIESA, reposiciona o evento como ativo econômico e ferramenta de soft power brasileiro, atraindo CEOs, investidores e marcas internacionais.
  • Com impacto estimado entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões na economia do Rio, o Carnaval consolida o país como protagonista no mercado global de entretenimento e lifestyle.
Bloco de rua

Foto: Freepik

Carnaval

O Carnaval do Rio de Janeiro deixou de ser apenas o maior espetáculo popular do planeta para assumir um novo papel na economia contemporânea: o de plataforma estratégica global de negócios, hospitalidade premium e posicionamento de marca.

Hoje, a Marquês de Sapucaí não representa somente tradição cultural, ela opera como um verdadeiro hub internacional de experiência, influência e capital simbólico, aproximando o Carnaval brasileiro de eventos como a Fórmula 1 e as grandes semanas de moda.

A profissionalização que mudou o jogo

Sob a gestão estratégica de Gabriel David à frente da LIESA, o desfile das escolas de samba atravessa uma fase inédita de profissionalização.

O movimento reposiciona o Carnaval como um produto de exportação premium, capaz de atrair:

  • CEOs bilionários
  • Investidores internacionais
  • Influenciadores globais
  • Marcas interessadas em associação cultural de alto impacto

A lógica muda completamente: o desfile deixa de ser apenas entretenimento e passa a funcionar como ativo econômico e ferramenta de soft power brasileiro.

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A nova Sapucaí: hospitalidade de alto padrão

A transformação da avenida também passa pela ascensão de uma nova geração de empresários responsáveis pelos espaços mais exclusivos da folia.

Entre os exemplos citados:

  • Nosso Camarote, liderado por Santiago Vieira, João Silva, Juan Moraes e Allan Bissoli, com foco em hospitalidade premium e experiência de alto padrão.
  • Camarote Alma, comandado por Guga Pereira e pela CEO Alessandra, apostando na fusão entre samba e música eletrônica, aproximando o Carnaval do circuito internacional de entretenimento.
  • Camarote Alegria, com Gui Viana e Bjay, reforçando a vibração contemporânea da experiência carioca.
  • Camarote N1, tradicional espaço que inicia um novo ciclo sob liderança de Antônio Oliva.

Esses ambientes transformaram o Carnaval em algo comparável aos grandes eventos globais de lifestyle, onde networking e branding caminham lado a lado com o espetáculo cultural.

Do espetáculo popular ao branding global

A grande mudança está no significado econômico do evento.

Antes: festa cultural e turismo sazonal.
Agora: plataforma estratégica de marca.

Empresas passaram a enxergar o Carnaval como espaço para:

  • Relacionamento corporativo de alto nível
  • Construção de narrativa cultural
  • Posicionamento internacional
  • Geração massiva de conteúdo digital global

O luxo contemporâneo busca autenticidade e relevância cultural e o Carnaval brasileiro
oferece exatamente isso.

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Os números por trás da festa

Além da valorização simbólica e cultural, os números reforçam o peso financeiro do Carnaval
carioca.

1) estimativas da Riotur e da Confederação Nacional do Comércio indicam que o evento movimenta entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões na economia do Rio, enquanto o Carnaval brasileiro ultrapassa R$ 12 bilhões em impacto nacional.

2) as escolas de samba do Grupo Especial operam hoje com orçamentos que podem superar R$ 15 milhões por desfile, financiados por patrocínios, direitos de transmissão e ativações de marca.

3) na hotelaria, a ocupação alcança até 100%, com diárias em hotéis de luxo triplicando de valor durante o período, impulsionando fortemente os segmentos de turismo premium, gastronomia e hospitalidade, setores que registram alguns dos maiores faturamentos do ano justamente durante os dias de folia.

O evento consolida o Rio como protagonista no mercado global de entretenimento, ou seja, o Brasil exporta com uma forcça gigante experiência cultural em escala global.

Assim como:

  • Paris exporta moda,
  • Milão exporta design,
  • Cannes exporta cinema,
    o Rio exporta emoção, cultura e experiência coletiva, ativos cada vez mais valiosos na economia da atenção.

Ao profissionalizar sua alegria de viver, o Brasil transforma cultura em estratégia econômica.

E o Carnaval deixa claro que, hoje, o país não apenas celebra. Ele compete e lidera no
mercado global de entretenimento e lifestyle.

“O Carnaval continua sendo popular na essência, mas economicamente ele se tornou sofisticado. A Sapucaí virou um palco onde cultura, luxo e negócios se encontram, mostrando que a maior riqueza brasileira talvez seja justamente aquilo que o mundo não consegue copiar: a nossa capacidade de transformar emoção em valor.”

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