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O IPO da Compass pode “dar o gás” que a Raízen precisa
Publicado 24/02/2026 • 10:35 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/02/2026 • 10:35 | Atualizado há 2 meses
No pregão de segunda-feira, as ações da Cosan terminaram o dia com alta de pouco mais de 1%. Ao longo do dia os papeis chegaram a subir mais de 3%. As ações da Raízen, por outro lado, subiram mais de 5%. Essas altas têm motivo: a possibilidade de uma abertura de capital da Compass Gás e Energia.
É preciso explicar este quebra-cabeça envolvendo três companhias. A Compass, que também é controlada pela Cosan, está sendo especulada como uma nova entrante na bolsa de valores brasileira. Segundo rumores do mercado, bancos como BTG Pactual e Bank of America estão auxiliando o grupo de Rubens Ometto no processo.
Não é a primeira vez que surge um rumor de abertura de capital da Compass. Em 2021 a empresa chegou a ensaiar sua estreia na bolsa brasileira, mas a operação foi suspensa devido às condições do mercado – uma decisão que, posteriormente, mostrou-se acertada.
Segundo o Broadcast, a Cosan está buscando captar R$ 5 bilhões com uma oferta inicial de ações. Ainda não se sabe quantas ações serão disponibilizadas no mercado aberto. O grupo de Ometto detém 88% de participação na Compass. Especula-se uma venda de 20% para que o montante seja atingido.
A abertura de capital da Compass poderia ajudar a Cosan a resolver seu principal problema: o endividamento elevado. A dívida líquida da Cosan, considerando todas as empresas do grupo, ultrapassou US$ 71 bilhões no terceiro trimestre. A alavancagem da companhia é de 4,9x na relação com o Ebitda.
Uma injeção de capital por meio da venda pública de ações traria um fôlego importante para a companhia que tem como seu principal desafio resolver os passivos da Raízen – joint venture criada pela Cosan com a Shell. A dívida é de mais de R$ 55 bilhões e a alavancagem já atinge 5,3x na relação com o Ebitda.
Dona da Comgás, a Compass é um dos principais ativos do grupo e tem uma saúde financeira bem diferente de sua irmã do setor sucroalcoleiro. Ao fim do terceiro trimestre, a empresa tinha endividamento de apenas R$ 9,9 bilhões e alavancagem de 1,9x.
Por ora ainda não há nenhuma decisão efetiva sobre o assunto e a Cosan entende que fatores externos ao negócio influenciam na decisão de um eventual IPO. Esses fatores externos incluem as próprias condições do mercado de ações. A janela de IPOs no Brasil está fechada há quatro anos.
Há expectativa de que novas ofertas de ações sejam realizadas ainda neste ano. Vale lembrar que a B3 bateu recordes consecutivos e ultrapassou os 190 mil pontos – o que mostra um certo otimismo dos investidores.
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