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Tarifas nos EUA voltam a gerar incerteza; como a IA está ajudando empresas a se reorganizarem

Publicado 25/02/2026 • 17:31 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Enquanto o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, procura por novos meios de justificar a imposição de tarifas alfandegárias a outros países, os afetados pelas decisões usam inteligência artificial (IA) para encarar a situação.
  • Nesse caso, a empresa Altana, por exemplo, tem como principal produto um “gráfico de conhecimentos” sobre toda a cadeia de suprimentos global. A tecnologia, baseada em IA, funciona como um mapa da economia mundial.
  • Além da aplicação prática no cotidiano dos clientes e seus fornecedores, o mapa da Altana também promete ajudar a encarar as tarifas dos EUA. Graças ao sistema de gestão tarifária baseado em inteligência artificial, a tarefa de classificar a taxa tarifária é feita por um agente automatizado. 
Tarifas nos EUA voltam a gerar incerteza; como a IA está ajudando empresas a se reorganizar?

Foto: Freepik.

Tarifas nos EUA voltam a gerar incerteza; como a IA está ajudando empresas a se reorganizar?

Enquanto o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, procura por novos meios de justificar a imposição de tarifas alfandegárias a outros países, os afetados pelas decisões usam inteligência artificial (IA) para encarar a situação.

Nesse caso, a empresa Altana, por exemplo, tem como principal produto um “gráfico de conhecimentos” sobre toda a cadeia de suprimentos global. A tecnologia, baseada em IA, funciona como um mapa da economia mundial, apontando:

  • Quais empresas produzem determinados produtos;
  • Onde elas fabricam;
  • Para quem produzem;
  • Com quais insumos;
  • E de onde vêm os insumos. 

Leia também: Tarifas nos EUA: quais são os próximos passos após decisão da Suprema Corte?

Mapa da cadeia de suprimentos global baseado em IA

De acordo com o portal Fortune, a empresa que existe há 7 anos já captou cerca de US$ 340 milhões em capital de risco (venture capital). Além disso, a Altana deve ultrapassar os US$ 100 milhões de receita anual neste ano.

Para isso, a companhia conta com dados disponibilizados publicamente, por meio de registros de embarque, de carga e corporativos. Após a coleta de dados, eles são integrados em um panorama, atualizado diariamente. 

No entanto, segundo a Fortune, o grande apelo está na utilidade do produto em situações como o tarifaço americano. Atualmente, clientes como a General Motors, Maersk e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA contam com a plataforma para elaborar e adaptar o planejamento logístico e de toda a cadeia de suprimentos.

Junto a isso, quando empresas se conectam à plataforma, a Altana conquista ainda mais dados para otimizar a própria IA. Sendo assim, hoje, quase 60% das informações do mapa vêm dos próprios clientes.

A concessão de dados, por vezes, é vista como uma medida arriscada e diversos clientes em potencial da Altana não gostam dessa ideia. Contudo, segundo Evan Smith – CEO e cofundador da empresa –, muitas empresas percebem que o benefício ultrapassa o risco. Isso porque os clientes percebem que, a partir do mapa da cadeia de suprimentos global, é possível:

  • Otimizar as cadeias de suprimentos;
  • Planejar sua resiliência;
  • Simular diversos choques – isto é, testar cenários hipotéticos para prever como a rede de fornecedores reagiria a problemas.

Tarifas dos EUA aumentam complexidade logística

Além da aplicação prática no cotidiano dos clientes e seus fornecedores, o mapa da Altana também promete ajudar a encarar as tarifas dos EUA. Graças ao sistema de gestão tarifária baseado em inteligência artificial, a tarefa de classificar a taxa tarifária é feita por um agente automatizado. 

A tecnologia funciona assim: o agente de IA atribui os códigos do Sistema Harmonizado (SH) às mercadorias. Com isso, calcula-se qual a taxa tarifária aplicável na importação daquele produto, incluindo as regras comerciais do país de origem. 

Leia também: O que é a Seção 122, usada por Trump para impor tarifa de 10%

Percentual tarifário instável

Ou seja, com as tarifas dos EUA, essa atividade ganhou um novo nível de complexidade. A título de exemplo, em 2025, Donald Trump chegou a elevar o percentual tarifário para 145% contra a China. Posteriormente, esse número passou para 30%, enquanto o país asiático retaliava com tarifas de 125% – até reduzir para 10%, após negociações. 

Atualmente, após a decisão mais recente da Suprema Corte dos EUA, de invalidar o uso da lei emergencial para justificar as tarifas globais, há outros percentuais tarifários.

Segundo o The New York Times, o uso da Seção 122 levou todas as taxas para 10%. Dessa forma, na imagem abaixo, estão em verde todos os países que agora lidam com tarifas menores devido à decisão da Suprema Corte.

Infográfico feito pelo The New York Times. Publicado em 2026.

Até então, os percentuais impostos baseados na lei emergencial (IEEPA) variavam. Conforme o NY Times, algumas das tarifas eram de:

  • Brasil – 50%;
  • China – 20%;
  • África do Sul – 30%;
  • Canadá – 35%;
  • México – 25%.

O papel da IA em meio às tarifas dos EUA

Por isso, um planejador de cenário tarifário, como o produto da Altana, tem sido um recurso importante para as empresas nesse momento. A ferramenta teve 213% mais usos na última semana. Do total de cálculos feitos, 50% envolviam metais e outros 32% eram focados em produtos originários da China. 

Nesse sentido, diante do cenário atual, Evan Smith acredita que os EUA encontrarão outras leis para continuar a imposição de tarifas, incluindo a sobreposição delas – além de diversas tarifas separadas que atingem um único produto quando chega na fronteira de um país. 

“As taxas efetivas podem não cair muito e a complexidade certamente aumentará. À medida que as tarifas se deslocam para componentes e subcomponentes, a exposição se torna mais profunda na cadeia de suprimentos e a maioria das empresas não sabe, de fato, o que há em seus insumos de segundo e terceiro níveis”, escreveu ele à Fortune. 

Ademais, é possível que as tarifas globais impostas pelos EUA subam para 15%. A medida não é oficial ainda, mas foi prometida por Donald Trump.

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