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Golpe com IA escala no mundo e já causa perdas de até US$ 63 mil por vítima
Publicado 26/02/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 26/02/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Canva
Um novo modelo de golpe digital está ganhando escala global e acendendo alerta no mercado. A fraude mistura duas estratégias conhecidas, anúncios falsos e engenharia social, mas adiciona um elemento que muda o jogo: o uso de inteligência artificial para automatizar a manipulação das vítimas.
O resultado é um esquema mais eficiente, escalável e difícil de identificar, que já causou perdas individuais de até ¥10 milhões, cerca de US$ 63 mil. O formato representa uma evolução do crime financeiro digital. Para quem acompanha tecnologia, investimento e inovação, o recado é direto: o golpe ficou mais sofisticado, mais convincente e mais difícil de detectar.
Nos últimos meses, a equipe da Infoblox Threat Intelligence investigou campanhas que combinam dois modelos clássicos de fraude. De um lado, o malvertising, que usa anúncios online para atrair vítimas para plataformas falsas. Do outro, o chamado “pig butchering”, um golpe baseado em relacionamento, no qual os criminosos constroem confiança ao longo do tempo para extrair valores cada vez maiores.
Agora, esses dois modelos foram integrados em uma única operação.
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O esquema começa com algo familiar para qualquer usuário digital: um anúncio nas redes sociais. Os criminosos usam imagens de especialistas financeiros, influenciadores ou promessas de “IA que gera lucro” para atrair atenção e criar sensação de oportunidade.
Ao clicar, o usuário é direcionado para um site aparentemente legítimo. Em vez de pedir dinheiro imediatamente, o sistema conduz a vítima para aplicativos de mensagens como WhatsApp, LINE ou KakaoTalk.
É nesse momento que o golpe muda de nível.
Dentro desses ambientes, a vítima passa a interagir com supostos especialistas e assistentes. Na prática, são bots alimentados por inteligência artificial, capazes de simular conversas humanas em tempo real.
Esses sistemas respondem instantaneamente, mantêm diálogos coerentes, criam grupos com “outros investidores” e compartilham histórias de sucesso fabricadas. A dinâmica lembra um funil de marketing digital, mas com outro objetivo: construir confiança para extrair dinheiro.
Com o tempo, a vítima é incentivada a investir valores cada vez maiores. Os retornos exibidos são falsos, criados para reforçar a ilusão de lucro. Quando tenta sacar, surge a última etapa: o pedido de uma “taxa de liberação” para acessar ganhos que nunca existiram.
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O que mais preocupa especialistas não é apenas o método, mas a escala.
A investigação identificou mais de 23 mil domínios ligados ao esquema, muitos gerados automaticamente por algoritmos. Em alguns casos, centenas de sites foram registrados em um único dia, o que indica uma operação altamente estruturada.
Isso mostra que o golpe deixou de ser artesanal. Ele virou um modelo industrial.
Os criminosos utilizam estruturas prontas, semelhantes a kits de software, que permitem replicar campanhas em diferentes países com rapidez. Basta adaptar idioma, personagens e anúncios.
Hoje, o foco principal está na Ásia, especialmente Japão e Coreia do Sul. Mas o modelo já aparece em campanhas em inglês, espanhol e alemão, indicando expansão global acelerada.
Na prática, é como se o crime tivesse adotado lógica de startup: testar, escalar e replicar.
“A nossa investigação revelou uma operação de golpes em escala industrial, que já utiliza mais de 23 mil domínios, anúncios online e aplicativos de mensagens para direcionar pessoas a falsas aulas de investimento. Em alguns casos no Japão, vítimas chegaram a perder cerca de US$ 63 mil em um único golpe”, afirmou Renée Burton, vice-presidente da Infoblox Threat Intelligence.
Tradicionalmente, golpes desse tipo exigiam equipes de operadores humanos para manter conversas com as vítimas. Isso limitava o alcance.
Com a IA, esse limite praticamente desaparece.
Os bots conseguem manter múltiplas conversas simultâneas, em diferentes idiomas e fusos horários, sem perda de consistência. Isso reduz custos e amplia o alcance do golpe.
Na avaliação dos pesquisadores, esse modelo pode transformar o “pig butchering”, que antes era lento e intensivo em mão de obra, em um sistema automatizado de alta escala.
Em outras palavras, o crime financeiro está passando por uma transformação digital.
Para quem atua no mercado ou acompanha tendências digitais, o impacto vai além do golpe em si.
Esse tipo de fraude revela um ponto crítico. A confiança digital, base de fintechs, plataformas e investimentos online, está sendo explorada com ferramentas cada vez mais sofisticadas.
E o risco não está apenas em links suspeitos. O novo golpe funciona justamente porque parece legítimo.
Alguns sinais de alerta:
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