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Biotrop cresce 23% mesmo com crise no agro e mira R$ 1 bilhão em 2026
Publicado 26/02/2026 • 08:40 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 26/02/2026 • 08:40 | Atualizado há 3 meses
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Reprodução
Em um ano marcado por crédito restrito, juros elevados e queda nos preços de soja e milho, a Biotrop conseguiu ir na contramão do mercado. A empresa de insumos biológicos fechou 2025 com crescimento de 23% e receita de R$ 900 milhões, reforçando a resiliência de um segmento que ganha espaço dentro do agronegócio brasileiro.
O desempenho ganha ainda mais relevância diante da crise enfrentada por grandes revendas de insumos, como AgroGalaxy e Lavoro, que pressionaram a dinâmica de distribuição no setor. Ainda assim, a companhia manteve o ritmo de expansão.
“Em 2025, a gente atingiu o nosso budget, a nossa meta e o compromisso com os acionistas”, afirmou o CEO, Jonas Hipólito.
O avanço acompanha a consolidação dos bioinsumos como uma alternativa estratégica no campo. O segmento cresceu 15% na safra 2023/2024 e movimentou cerca de R$ 5 bilhões no Brasil, enquanto o mercado global já gira entre US$ 13 bilhões e US$ 15 bilhões, com projeção de forte expansão nos próximos anos.
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Mesmo com a rentabilidade do produtor pressionada, a Biotrop apostou em uma estratégia agressiva de mercado, ocupando espaços deixados por concorrentes fragilizados.
“O mérito nosso em 2025 foi olhar para a oportunidade”, disse Hipólito.
Na prática, a empresa manteve presença comercial ativa, ampliou suporte financeiro a clientes e avançou em regiões onde a crise de revendas abriu espaço para novos players. O resultado foi a expansão da base de usuários, com mais de 50 milhões de hectares tratados com tecnologias biológicas.
Fundada em 2018, em Vinhedo, a companhia ganhou escala rapidamente e foi adquirida em 2023 pelo grupo belga Biobest por quase R$ 3 bilhões, consolidando sua posição entre os principais nomes do setor.
Hoje, o Brasil ainda responde por cerca de 90% da receita, mas a empresa já acelera sua internacionalização, com presença nos Estados Unidos e em países da Europa.
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A estratégia de longo prazo prevê reduzir a dependência do mercado doméstico, com até 25% da receita vindo do exterior nos próximos anos.
Enquanto isso, a América Latina segue sendo atendida de forma seletiva, com foco em mercados como Paraguai e Bolívia. A Argentina, por outro lado, ficou fora do radar no curto prazo.
O crescimento futuro também passa por inovação. Em 2025, a empresa investiu mais de 15 milhões de euros em Pesquisa & Desenvolvimento e mantém uma equipe de 70 pesquisadores dedicada à área.
Para 2026, estão previstos cerca de dez novos registros e três lançamentos estratégicos, incluindo um bioherbicida, considerado uma das grandes fronteiras do setor.
“A gente precisa entrar em mercados que até hoje o biológico não entrou”, afirmou o CEO.
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Apesar do crescimento recente, o cenário para 2026 segue incerto. O próprio CEO adota um tom cauteloso ao projetar o próximo ciclo.
“Vai ser um ano difícil também, talvez até tão ou mais difícil que 2025”, disse.
Ainda assim, a meta é ambiciosa. A companhia pretende manter crescimento entre 20% e 25% e ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em faturamento.
A estratégia está ancorada em execução e retorno ao produtor, reforçando o posicionamento dos biológicos como insumo estrutural do agronegócio.
“Você não planta sem semente, você não planta sem adubo, você não planta sem Biotrop”, afirmou Hipólito.
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