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Primeiro-ministro britânico sofre revés após seu partido ficar em terceiro lugar em eleição
Publicado 27/02/2026 • 07:20 | Atualizado há 3 horas
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Alishia Abodunde/Getty Images
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sofreu mais um golpe à sua liderança na sexta-feira, depois que o Partido Verde, de esquerda, venceu uma eleição suplementar em uma região que o Partido Trabalhista, atualmente no poder, dominava há décadas.
O resultado em Gorton e Denton, na Grande Manchester, tende a intensificar as especulações sobre a posição de Starmer, que enfrenta pressão após a nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA, apesar de sua associação com Jeffrey Epstein, e uma série de saídas de membros de Downing Street.
A candidata do Partido Verde, Hannah Spencer, recebeu 14.980 votos, equivalentes a 40,7% do total, conquistando a primeira vitória do partido em uma eleição suplementar.
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O partido de direita Reform UK ficou em segundo lugar com 10.578 votos (28,7%), enquanto o Partido Trabalhista ficou em terceiro com 9.364 votos (25,4%).
Os rendimentos dos títulos do governo britânico, conhecidos como gilts, subiram ligeiramente com a notícia. Na manhã de sexta-feira, o rendimento do gilt de 10 anos subiu um ponto-base, para 4,290%, enquanto o rendimento do gilt de 30 anos apresentou leve alta, para 5,083%.
Spencer, encanadora e pedreira de 34 anos, torna-se a quinta parlamentar do Partido Verde na Câmara dos Comuns britânica, que tem 650 assentos.
“Em vez de trabalharmos para uma vida boa, estamos trabalhando para encher os bolsos de bilionários. Estamos sendo sugados até a última gota, e não acho extremo ou radical pensar que trabalhar duro deveria garantir uma vida boa”, disse ela em seu discurso de vitória.
O Partido Trabalhista havia conquistado o assento de Gorton e Denton com quase 51% dos votos nas eleições gerais de julho de 2024, quando Starmer chegou ao poder e derrubou o Partido Conservador, após 14 anos no governo.
A mudança de cenário para o partido no poder indica que eleitores podem estar dispostos a olhar além dos principais partidos, Trabalhistas e Conservadores (Tories), para alternativas como os Verdes e o Reform UK nas eleições locais de maio.
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John Curtice, renomado cientista político e professor de política da Universidade de Strathclyde, no Reino Unido, afirmou que o resultado mostra que os dois partidos principais estão sendo desafiados.
“Estamos enfrentando um desafio sem precedentes do Reform, vindo da direita, ou melhor, da vertente mais conservadora socialmente da Grã-Bretanha, desafiando o Partido Conservador. E agora, os Verdes aparecem como competidores sérios do Trabalhista entre eleitores de esquerda e aqueles com tendência mais social-liberal”, disse Curtice ao programa Squawk Box Europe, da CNBC, na sexta-feira.
“Historicamente, na Grã-Bretanha, dizíamos que eleições são decididas no centro político. Isso não está acontecendo no momento”, acrescentou.
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“O Partido Verde deve estar absolutamente eufórico”, afirmou Damian Lyons Lowe, CEO da empresa de pesquisa Survation, com sede em Londres, ao programa Europe Early Edition, da CNBC.
“Pelo que vejo, as pessoas já estão de olho nas eleições locais. Este resultado é, certamente, um grande impulso de energia para o Partido Verde, porque o argumento do voto desperdiçado — que normalmente é uma maldição para os Verdes, de que votar neles apenas favorece o Reform, por exemplo, ou os Tories — agora perde força”, disse Lowe.
“Esses eleitores se sentirão motivados, e acredito que os Verdes terão um desempenho melhor do que teriam de outra forma nas eleições locais de maio”, concluiu.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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