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Economia Brasileira

Brasil passa a cobrar imposto de importação de até 20% sobre novos itens em março; veja detalhes

Publicado 02/03/2026 • 18:03 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Brasil passa a cobrar imposto de importação de até 20% sobre novos produtos a partir de 1º de março de 2026, ampliando medida aprovada em fevereiro
  • Itens de informática, telecomunicações e componentes eletrônicos que tinham alíquota zerada passam a ser taxados, incluindo peças usadas em computadores e semicondutores
  • Mudança pode encarecer eletrônicos e equipamentos industriais, afetando empresas e consumidores que dependem de tecnologia importada

Foto: Freepik.

Brasil eleva imposto de importação para até 20% e atinge mais de 1.000 produtos; veja o que pode ficar mais caro

O governo brasileiro elevou, no início de fevereiro, o imposto de importação sobre mais de mil produtos vindos do exterior, como parte de um realinhamento tarifário aprovado pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex). Agora, a partir de 1º de março, entra em vigor uma nova etapa da medida.

Nesta nova fase, a resolução passa a atingir códigos NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) que até então contavam com alíquota zerada, estabelecendo a cobrança do imposto também sobre esses itens.

A mudança faz parte da Resolução GECEX nº 852/2026, publicada em 5 de fevereiro, que revisou as tarifas aplicadas a bens de capital (BK) e bens de informática e telecomunicações (BIT), com alíquotas que podem chegar a até 20%.

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Novos produtos afetados a partir de março

Dentre os produtos afetados pela nova fase da medida, a partir de 1º de março de 2026, passam a valer novas alíquotas de importação para equipamentos de tecnologia classificados na NCM, incluindo:

  • Placas de circuito impresso (PCBs);
  • Impressoras a laser e LED;
  • Impressoras térmicas e industriais;
  • Microventiladores;
  • Peças e materiais usados na produção de semicondutores;
  • Componentes eletrônicos usados na fabricação de hardware de informática;
  • Guias e peças para cabeças de impressão;
  • Folhas e lâminas de cobre usadas em eletrônicos
  • Fotomáscaras usadas na fabricação de chips, entre outros itens.

Confira a lista completa de itens aqui.

Aumento do imposto de importação impacta setores

Dadas as mudanças da nova resolução, alguns produtos devem encarecer. Em especial, aqueles classificados como BK, que incluem equipamentos industriais e componentes – como bombas de elevação de líquidos, válvulas, motores, redutores elétricos e itens usados em mineração e construção.

Junto a isso, do lado dos produtos classificados como BIT, que incluem semicondutores – cuja oferta no Brasil é totalmente dependente de importações –, teclados, equipamentos de telecomunicações, antenas e celulares.

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Ademais, segundo análise do Fiorde Group, o aumento das tarifas pode atingir diferentes setores, incluindo:

  • Motores de portão em condomínios;
  • Televisores e eletrodomésticos;
  • Manutenção de equipamentos hospitalares;
  • Exames médicos;
  • Obras de infraestrutura — como metrôs e projetos de mineração.

Nesse sentido, Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, conta que “o aumento das alíquotas impacta diretamente a capacidade de investimento das empresas. Estamos falando de máquinas, peças e tecnologia essenciais para modernização e ganho de produtividade. Quando o custo sobe de forma abrupta, muitos projetos ficam comprometidos e a competitividade do Brasil no cenário internacional é afetada”, afirmou.

Em geral, o aumento das alíquotas de imposto de importação acontece em um momento no qual o parque industrial brasileiro necessita de modernização. Atualmente, ele opera com equipamentos antigos e a indústria nacional de bens de capital não consegue atender integralmente à demanda interna.

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