Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Alta do petróleo acende alerta no Brasil; veja os possíveis impactos
Publicado 28/02/2026 • 06:30 | Atualizado há 6 minutos
BREAKING NEWS:
EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã
Trump ordena que agências federais interrompam uso de tecnologias da Anthropic
Nintendo aposta em filmes e parques para impulsionar vendas do Switch 2
Block demite 4 mil e troca quase metade da equipe por IA
Stellantis, dona da Jeep, registra primeiro prejuízo anual da história após baixas contábeis ligadas a veículos elétricos
Ações da Nvidia caem 5% apesar dos resultados melhores do que o esperado
Publicado 28/02/2026 • 06:30 | Atualizado há 6 minutos
KEY POINTS
Foto: Unsplash.
Com os ataques dos Estados Unidos ao Irã realizados neste sábado (28), o mercado financeiro entra em alerta com a alta do preço do petróleo.
Além do aumento do custo do combustível, as oscilações da commodity podem afetar cadeias de suprimento, comércio e margens de lucro de empresas, em especial das companhias aéreas.
Especificamente no caso do Brasil, alguns exemplos do que pode acontecer são: alta da inflação, fuga de capital, adiamento da queda dos juros, queda na bolsa de valores e até aumento de custos para os setores de agronegócio, transporte e plásticos.
Leia também: Trump afirma que prefere não usar Forças Armadas contra o Irã, mas não descarta ação
Apesar de o Brasil ser produtor e exportador de petróleo, a produção nacional não é suficiente para abastecer o país no que se refere aos derivados.
Quando há conflitos armados, a tendência é que os investidores fujam de ativos em países emergentes. Sendo assim, o dólar se favorece por ser considerada uma moeda mais segura. Os títulos ofertados pelo tesouro estadunidense também são beneficiados.
O conflito também pode afetar a Bolsa de Valores. Além disso, em cenários de crise e conflitos, rejeitam-se riscos. Sendo assim, o Brasil, enquanto país emergente, não entra como prioridade dos investidores em diversos setores – como as empresas aéreas.
Segundo o FMI e o Banco de Compensações Internacionais (BIS), períodos de tensão geopolítica costumam provocar realocação de capital para ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Relatórios recentes do Banco Central também apontam que movimentos de aversão a risco global afetam especialmente moedas e bolsas de países emergentes.
Além disso, há o aumento do preço do petróleo. Com a gasolina e o diesel mais caros, o setor de transporte deve encarar mais custos, que posteriormente são repassados ao consumidor. A título de exemplo, 50% do custo de uma viagem de caminhão vem do uso de diesel.
No caso de bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o frete internacional de transporte do petróleo pode aumentar. Isso porque essa passagem recebe cerca de 20% de toda a oferta mundial de petróleo e gás natural, conforme a Agência Brasil. Por dia, são quase 20 milhões de barris de petróleo.
Relatórios do Banco Central indicam que choques nos preços de combustíveis tendem a pressionar o IPCA ao longo da cadeia produtiva. Como o transporte rodoviário responde pela maior parte da logística no Brasil, o aumento do diesel impacta diretamente o custo do frete, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Consequentemente, o Banco Central pode optar por adiar a queda da taxa Selic, que é de 15% desde junho de 2025 e é considerada elevada. No dia a dia, o consumidor tem dificuldade de acesso ao crédito e lida com juros mais altos.
Por fim, o agronegócio também pode enfrentar pressão com a alta nos preços de fertilizantes e fretes, o que tende a elevar os custos de produção agrícola e contribuir para a inflação dos alimentos. No Brasil, cerca de 80% dos fertilizantes são importados, o que aumenta a exposição do setor às oscilações do mercado internacional.
Leia também: Petróleo fecha em alta com aproximação de prazo de Trump e ausência de acordo com Irã
Na sexta-feira (27), os contratos futuros do petróleo fecharam em alta. O WTI, negociado na Nymex, avançou 2,77%, com ganho de US$ 1,81. Dessa forma, encerrou o dia a US$ 67,02 o barril. Já o Brent, referência internacional negociada na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 2,86%, representando uma alta de US$ 2,03 para US$ 72,87 o barril.
No sábado (28), os contratos futuros do petróleo continuaram em alta. O WTI, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), segue subindo 2,78%, com ganho de US$ 1,81, fechando a US$ 67,02 o barril.
Enquanto o Brent, referência internacional negociada na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 2,87%, com alta de US$ 2,03, chegando a US$ 72,87 o barril. No acumulado da semana, o WTI teve ganho de 0,81% e o Brent avançou 2,2%, refletindo as incertezas geopolíticas intensificadas após os ataques dos EUA ao Irã.
Em geral, as movimentações no preço do petróleo refletem o aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos. Após os ataques realizados pelos EUA ao Irã neste sábado (28), a preocupação nos mercados globais aumentou, com temores sobre interrupções no fornecimento e impactos na economia e nas cadeias de suprimento internacionais.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Às vésperas de lançamento, Keeta adia estreia no Rio de Janeiro e critica exclusividade do iFood e 99
2
EUA e Israel realizam ataque conjunto contra o Irã neste sábado
3
Especialista indica que desvalorização do dólar favorece internacionalização de portfólios
4
FGC volta ao radar após entrada de mais um banco na fila de ressarcimento; o que isso sinaliza para investidores?
5
Se o Flamengo for reconhecido campeão de 1987, o título pode gerar dinheiro ao clube?