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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dell diz que IA americana deve estar amplamente disponível no mundo
Publicado 15/04/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 15/04/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A inteligência artificial desenvolvida nos Estados Unidos não deve ficar restrita ao mercado doméstico nem se transformar em um monopólio tecnológico concentrado no país, na avaliação de Michael Dell, CEO da Dell Technologies. Para o executivo, é do interesse americano que seu ecossistema de IA se espalhe de forma ampla pelo mundo, ainda que ativos mais sensíveis precisem continuar protegidos.
Em entrevista exclusiva à CNBC, durante o fórum Invest in America, Dell afirmou que o avanço da IA exigirá expansão de infraestrutura e coordenação internacional em uma indústria que segue profundamente globalizada.
“É uma ótima ideia para os Estados Unidos querer ter seu conjunto de tecnologia propagado ao redor do mundo”, disse. Ao mesmo tempo, ponderou que há “aspectos extremamente poderosos” dessa tecnologia que não deveriam necessariamente ficar “nas mãos de seus competidores”.
Segundo o executivo, a disseminação internacional da inteligência artificial americana deve ser tratada como uma vantagem estratégica para os Estados Unidos. Na avaliação dele, o país precisa equilibrar esse objetivo com as restrições impostas a tecnologias mais avançadas, em meio ao debate sobre exportações e competição com a China.
Dell também afirmou que a cadeia global de tecnologia torna inviável qualquer tentativa de concentração plena da produção em um único país. Segundo ele, a indústria de semicondutores depende de uma rede internacional complexa, que envolve equipamentos, insumos e fornecedores espalhados por dezenas de países.
“Apenas fabricar semicondutores não é um empreendimento de um só país”, afirmou. “Ele envolve pelo menos 20 ou 30 países com ótica, lasers, produtos químicos, gases e máquinas.”
Na visão do CEO da Dell, mesmo com o avanço dos investimentos industriais nos Estados Unidos, não há espaço para controle absoluto sobre essa cadeia de suprimentos. “Não existe um único país que possua nem perto de um controle ou monopólio de todas essas cadeias de suprimento”, disse.
Dell também defendeu cautela na instalação de data centers e afirmou que a expansão dessa infraestrutura precisa ser acompanhada de eficiência energética. Segundo ele, há ajustes possíveis no sistema de energia para sustentar o crescimento da capacidade computacional exigida pela IA.
“Se queremos avançar como sociedade, quando nos tornamos mais inteligentes, precisamos de IA”, afirmou.
A fala de Dell ocorre em um momento em que os Estados Unidos tentam ampliar a capacidade industrial doméstica em tecnologia, ao mesmo tempo em que endurecem controles sobre exportações para a China. Na avaliação do executivo, esse movimento é necessário, mas não muda o caráter global da indústria que sustenta a inteligência artificial.
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