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Trump afirma que líderes de Israel e do Líbano vão negociar
Publicado 16/04/2026 • 07:06 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 16/04/2026 • 07:06 | Atualizado há 1 mês
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Foto: Brendan Smialowski | AFP | Getty Images
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (15) que as negociações entre Israel e Líbano começarão na quinta-feira, oferecendo poucos detalhes sobre as conversas planejadas.
Em uma publicação na sua rede social Truth Social, feita pouco antes da meia-noite, Trump disse que estava “tentando criar um pouco de espaço entre Israel e o Líbano”.
“Já faz muito tempo que os dois líderes não conversam, uns 34 anos”, acrescentou. Trump não especificou quem participaria nem onde as conversas aconteceriam.

O anúncio ocorreu após uma reunião trilateral entre autoridades americanas, israelenses e libanesas na terça-feira (14), o primeiro grande encontro de alto nível entre Israel e Líbano desde 1993. Os três lados concordaram em manter “discussões produtivas sobre medidas para iniciar negociações diretas entre Israel e Líbano”.
Durante a reunião, os EUA defenderam que as negociações fossem além de um acordo para 2024 e buscassem um acordo de paz abrangente, acrescentando que qualquer acordo para cessar as hostilidades deve ser alcançado entre os dois governos, com a intermediação dos EUA, e não por meio de canais separados.
Em novembro de 2024, Israel e o grupo militante libanês Hezbollah concordaram com um cessar-fogo após um ano de conflito entre o Estado judeu e o grupo apoiado pelo Irã. Esse conflito foi desencadeado depois que o grupo militante palestino Hamas lançou um ataque terrorista contra Israel em 7 de outubro de 2023.
O cessar-fogo de 2024 desmoronou quando o Hezbollah atacou Israel em março, arrastando o Líbano para a Guerra do Irã, pouco depois de os EUA e Israel atacarem o Irã em 28 de fevereiro, matando seu Líder Supremo, o Aiatolá Ali Khamenei.
Leia também: Israel descarta planos para cessar-fogo com Líbano e diz que vai manter ataques
Nas semanas seguintes, Tel Aviv lançou vários ataques contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã e que possui um reduto no sul do Líbano.
Desde então, Israel expandiu seus ataques para além do sul do Líbano, atingindo a capital, Beirute, e deslocando mais de um milhão de pessoas.
A Agência de Notícias do Qatar, citando o Ministério da Saúde libanês, informou que o número de mortos no país era de 2.164, com 7.061 feridos até 15 de abril.
A campanha paralela de Israel no Líbano, país vizinho — em paralelo aos ataques no Irã — havia sido um ponto de atrito nas negociações de paz entre Washington e Teerã.
Na última sexta-feira (10), o presidente do parlamento iraniano alertou que as negociações para pôr fim à guerra não podem começar a menos que Israel cesse os ataques ao Líbano e que os EUA liberem os ativos congelados de Teerã.
As negociações, realizadas na capital paquistanesa, Islamabad, terminaram sem que as duas partes chegassem a um acordo, embora Trump tenha dito ao New York Post que novas conversas entre os EUA e o Irã em Islamabad “poderiam acontecer nos próximos dois dias”.
Em 7 de abril, os EUA e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas , embora não estivesse claro se ele se aplicava ao Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou posteriormente que Israel negociaria com o Líbano “assim que possível”.
No entanto, ainda persistem diferenças importantes entre os dois lados.
Israel afirmou que deseja que o Líbano desarme todos os grupos terroristas não estatais e desmantele toda a infraestrutura terrorista no país, incluindo o Hezbollah. No entanto, Beirute exige a implementação integral do acordo de 2024, segundo o qual Israel se retiraria do território libanês.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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