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Ranking de investimentos de fevereiro: ouro, dividendos e bolsa lideram, mas um ativo tomba mais de 20%
Publicado 27/02/2026 • 22:43 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 27/02/2026 • 22:43 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O desempenho dos principais ativos até fevereiro de 2026 mostra uma reconfiguração relevante nas carteiras. O ouro segue como líder absoluto em todos os horizontes analisados, mas a renda variável brasileira ganha tração e encurta a distância para o metal. Ao mesmo tempo, ativos ligados ao exterior acumulam perdas expressivas, com destaque para o Bitcoin, que cai mais de 20% no mês.
Os dados são de um levantamento de Einar Rivero, CEO da Elos Ayta Consultoria.

Na janela de 12 meses até fevereiro, o ouro acumula valorização de 85,32%, à frente do Ibovespa B3 (53,74%), do índice de dividendos (IDIV), com alta de 49,06%, e do índice de Small Caps, que sobe 43,79%.

Segundo Rivero, a liderança do metal reflete a combinação de fatores globais, como juros reais elevados nas economias centrais e tensões geopolíticas, com o efeito cambial para o investidor brasileiro.
“A presença dominante do ouro combina fatores globais com o efeito cambial local. Mas o fato de os índices acionários aparecerem logo atrás mostra que o ciclo atual não é apenas defensivo: há apetite por risco doméstico”, afirma.
Quando o recorte considera apenas 2026 até fevereiro, a diferença diminui. O ouro sobe 20,35% no ano, enquanto o Ibovespa B3 avança 17,17%, o IDIV 15,40% e as Small Caps 12,22%. A aproximação sugere que o protagonismo começa a migrar gradualmente do hedge global para a Bolsa brasileira.
Em fevereiro, o ouro liderou com alta de 11,25%. O IDIV subiu 4,38% e o Ibovespa 4,09%.

Na outra ponta do ranking, ativos atrelados ao exterior registraram desempenho negativo no mês. O dólar Ptax caiu 1,54%, o euro Ptax recuou 2,29% e o índice de BDRs perdeu 5,06%.
O destaque negativo foi o Bitcoin, que tombou 23,88% em fevereiro.
No acumulado de 2026 até fevereiro, o cenário também é adverso para esses ativos. O Bitcoin lidera as perdas, com queda de 30,22%, seguido pelo BDRX (-7,96%), dólar Ptax (-6,41%) e euro Ptax (-6,02%).
Para Rivero, o movimento indica redução da exposição ao risco externo e recomposição de posições no mercado doméstico.
“A mensagem implícita é clara: houve redução da exposição a risco externo e recomposição de posições no mercado doméstico.”
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Além dos retornos absolutos, o estudo destaca a amplitude da alta no mercado acionário.
O Ibovespa B3 renovou recordes nominais em 13 ocasiões no ano, oito em janeiro e cinco em fevereiro. Dos 34 índices da B3 acompanhados, 27 atingiram máximas históricas e 33 apresentam rentabilidade positiva no ano. Apenas o índice de BDRs permanece no campo negativo.
“Quando poucos ativos sobem, há concentração e fragilidade. Quando quase todos avançam simultaneamente, o fenômeno costuma refletir mudança estrutural de alocação”, afirma Rivero.
Segundo o levantamento, 19 dos 34 índices sobem mais de 15% em 2026 até fevereiro, com mediana de retorno ao redor de 15% — sinal de que a valorização não está concentrada em poucos setores.
O fluxo externo aparece como principal catalisador do movimento. Até 25 de fevereiro, investidores estrangeiros acumulavam saldo líquido de R$ 41,73 bilhões na Bolsa, já superior ao fluxo registrado em todo o ano anterior. Além disso, 61% do volume negociado teve origem internacional.
A liquidez também reforça o diagnóstico. Até 27 de fevereiro, o volume médio diário anualizado no mercado à vista alcançava cerca de R$ 25,4 bilhões — colocando 2026 na rota do segundo maior nível nominal da história, atrás apenas de 2021.
Para Rivero, o conjunto dos dados aponta para um momento de transição no mercado brasileiro.
“Momentos assim exigem convergência de liquidez, fluxo estrangeiro e melhora de percepção de risco. Não significam continuidade indefinida da tendência, mas indicam uma fase de transição em que o eixo dos retornos muda de lugar.”
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