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Tesouro Direto: 4 erros comuns que muita gente ainda comete ao investir no título
Publicado 15/04/2026 • 10:41 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 15/04/2026 • 10:41 | Atualizado há 4 semanas
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Foto: Freepik
Tesouro Direto 4 erros comuns que muita gente ainda comete ao investir no título
O Tesouro Direto tem ganhado cada vez mais espaço entre os brasileiros, principalmente por ser uma alternativa segura e acessível para quem deseja sair da poupança. Ainda assim, muitos investidores iniciantes cometem erros que podem comprometer a rentabilidade.
Com isso, entender como o investimento funciona e quais armadilhas evitar é essencial para obter bons resultados nas aplicações a longo prazo.
Leia também: Imposto de Renda 2026: como declarar Tesouro Direto, CDB e outros investimentos de renda fixa
O Tesouro Direto é um programa do governo federal que permite que as pessoas físicas possam investir em títulos públicos pela internet. Esses investimentos são considerados os mais seguros do país, pois são garantidos pelo próprio Tesouro Nacional.
Além da segurança, o investimento é acessível e fácil de realizar aplicações. No Tesouro Direto, é possível começar com uma aplicação baixa, sem a necessidade de experiência prévia no mercado financeiro.
Ao investir no Tesouro Direto, o investidor está, na prática, emprestando dinheiro ao governo em troca de uma rentabilidade futura.
Com a alta dos juros, o produto tem atraído novos investidores e mostrado que é possível começar com valores baixos, atendendo a diferentes objetivos financeiros.
De forma geral, os títulos possuem prazos, tipos de rentabilidade e objetivos variados, o que permite ao investidor escolher a melhor opção de acordo com seu planejamento.
Apesar de se tratar de um investimento de fácil aprendizado e baixo risco, ainda assim, existem investidores que cometem erros ao aplicar no Tesouro Direto. Com isso, Gustavo Casseb Pessoti, Conselheiro Federal de Economia do Cofecon, explicou mais sobre o assunto.
Segundo ele, “os erros no Tesouro Direto não estão no produto financeiro. Estão no comportamento do investidor”, e acrescenta que “falta de planejamento, ansiedade e desconhecimento da marcação a mercado são os principais fatores que levam a decisões equivocadas”.
Ainda de acordo com o especialista, os principais erros estão:
Conforme já citado pelo especialista, um dos principais erros é vender o título antes da data de vencimento. Isso porque, nesse caso, o valor recebido pode variar de acordo com o preço de mercado no momento da venda.
O que significa que o investidor pode ganhar menos do que o esperado. Já ao manter o título até o vencimento, a rentabilidade realizada no momento da compra é garantida.
Nesse contexto, ele explica que “quando a taxa de juros sobe, se o investidor comprou um título com taxa menor e o mercado passa a pagar taxas maiores, o título perde valor”.
Para ilustrar, acrescenta: “por exemplo, se o investidor comprou prefixado a 10% e o mercado passa a pagar 13%, consequentemente o título fica menos atrativo e o preço cai”.
Este também pode ser considerado um dos fatores que prejudica o investidor. Assim como qualquer investimento, é de extrema importância que o investidor entenda sobre a marcação a mercado. Para entender mais sobre, Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, explicou mais sobre o tema.
De acordo com Sidney, “a falta de entendimento sobre marcação a mercado continua sendo o principal fator de erro comportamental”, já que o investidor “interpreta variações de preço como perda ou ganho efetivo, quando na verdade são ajustes ao valor presente do fluxo futuro descontado pela taxa vigente”.
Ele ainda detalha que, “na prática, isso significa que, se a taxa de juros sobe, o valor do título cai, e se a taxa cai, o valor sobe, independentemente da taxa contratada no momento da compra”. Além disso, ressalta que “esse mecanismo impacta diretamente o rendimento quando há resgate antecipado”, podendo “transformar um investimento teoricamente seguro em uma realização com prejuízo, ou antecipar ganhos em cenários de fechamento de curva”.
Leia também: Tesouro Direto capta R$ 8,25 bilhões em fevereiro e estreia novo título atrelado à Selic
A escolha do título ideal está ligada à organização financeira de cada investidor. Por isso, há opções que variam do curto ao longo prazo e com diferentes níveis de risco.
Sobre isso, o especialista afirma que “a escolha deve partir do objetivo e do cenário, não da taxa aparente”, explicando que “o Tesouro Selic é adequado para liquidez e proteção contra volatilidade de juros, funcionando como reserva e caixa”.
Ele complementa que “o IPCA+ é um instrumento de proteção de poder de compra no longo prazo, mas exige disciplina”, enquanto “o prefixado é uma aposta direcional na queda de juros, sendo mais adequado quando há convicção de fechamento de curva”.
Por fim, conclui que “decisões equivocadas surgem quando o investidor mistura esses objetivos”, como ao “usar IPCA+ longo como caixa ou prefixado sem leitura de ciclo”, o que “expõe o portfólio a risco desnecessário de marcação a mercado”.
Com isso, de modo geral, investir no Tesouro Direto exige planejamento financeiro e metas bem definidas. Entretanto, apesar da segurança oferecida pelo Tesouro Nacional, a atenção na hora de aplicar ajuda a evitar erros e a garantir o retorno esperado.
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