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Como o Irã escolhe seu líder supremo, e quem pode ser o próximo?
Publicado 02/03/2026 • 10:59 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 02/03/2026 • 10:59 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Irna via Fotos Publicas
A morte do aiatolá Ali Khamenei após ataques aéreos conjuntos de Estados Unidos e Israel colocou a liderança iraniana diante do processo urgente de selecionar um novo líder supremo.
Pela Constituição do Irã, o líder supremo é nomeado pela Assembleia dos Especialistas, um órgão clerical de 88 membros eleito pelo público a cada oito anos. Os candidatos à Assembleia são previamente avaliados pelo Conselho Guardião, que controla rigidamente quem pode concorrer.
Quando o cargo fica vago, a Assembleia se reúne para deliberar e escolher um sucessor. A decisão exige maioria simples.
Leia também: Irã confirma que líder Ali Khamenei está morto
Nesse intervalo, um conselho provisório de três membros assume as funções do líder supremo até que um substituto seja formalmente nomeado.
No domingo, a mídia local informou que o conselho temporário é composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário Gholam-Hossein Mohseni-Ejei e pelo aiatolá Alireza Arafi, que atua como representante do Conselho Guardião.
A autoridade do conselho é estritamente transitória, enquanto a Assembleia dos Especialistas mantém o poder constitucional exclusivo de escolher o próximo líder supremo do Irã.
Na plataforma Polymarket, apostadores estão atribuindo a Mohseni-Ejei uma liderança estreita, com cerca de 18%. Outros principais cotados incluem Arafi e o clérigo iraniano Hassan Khomeini.
O resultado “cargo abolido” aparece logo atrás nas negociações, sugerindo que, embora o mercado ainda tenda a prever um sucessor individual, há especulação relevante sobre uma possível mudança estrutural no próprio posto.
Leia também: Irã após Khamenei: o que vem a seguir e o que isso significa para o país?
Mohseni-Ejei é chefe do Judiciário do Irã desde julho de 2021, supervisionando o sistema judicial do país e a política jurídica em toda a República Islâmica.
Antes disso, foi procurador-geral de 2009 a 2014, primeiro vice-chefe e porta-voz do Judiciário de 2014 até 2021, e anteriormente ocupou cargos de segurança nacional, incluindo o de ministro da Inteligência entre 2005 e 2009.
Ele também é membro de longa data do Conselho de Discernimento de Conveniência, um importante órgão consultivo da liderança iraniana, e sua carreira inclui posições de alto escalão tanto no aparato judicial quanto no de segurança.
Leia também: Presidente do Irã diz que morte de Khamenei é declaração de guerra e se vingar um ‘dever legítimo’
Khomeini é neto do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, e poderia teoricamente atuar como ponte entre o sistema revolucionário e setores reformistas, segundo o Council on Foreign Relations.
A organização sugeriu que promover alguém como ele poderia ajudar a preservar a estrutura central da República Islâmica, reduzir o isolamento internacional do Irã e lidar com a insatisfação popular interna.
Arafi é um clérigo iraniano sênior e figura influente dentro da hierarquia religiosa e política da República Islâmica. Ele ascendeu na estrutura clerical por meio de uma série de nomeações importantes, incluindo diretor dos seminários iranianos, líder das orações de sexta-feira em Qom e membro tanto do Conselho Guardião quanto da Assembleia dos Especialistas, órgão constitucionalmente encarregado de selecionar o líder supremo.
Seus papéis na formulação da educação teológica e na avaliação de candidatos políticos o tornaram uma figura central na estrutura de poder clerical do Irã.
Segundo o Artigo 111 da Constituição iraniana, a morte ou incapacidade do líder supremo aciona imediatamente a formação de um conselho de liderança temporário para exercer seus poderes até que um sucessor seja escolhido.
A Constituição não estabelece prazo rígido para que a Assembleia dos Especialistas nomeie um novo líder, mas determina que o órgão deve agir “no menor tempo possível”.
Analistas alertam, porém, que o processo formal de sucessão pode ser acompanhado por intensas negociações entre elites e por maior incerteza geopolítica.
Amin Saikal, professor emérito da Universidade da Austrália Ocidental, afirmou que, embora Mohseni-Ejei possa parecer favorito, a Assembleia dos Especialistas pode optar por outro membro — ou até mesmo alguém de fora dela.
“Vai haver muita negociação política”, disse ele, acrescentando que “quem surgir pode ser um nome de compromisso”, afirmou à CNBC.
Ele acrescentou que um sucessor de linha dura provavelmente manteria a postura confrontadora de Khamenei e suas políticas centradas em segurança, enquanto uma figura mais moderada poderia buscar reformas limitadas destinadas a aliviar restrições internas e melhorar relações externas para reduzir a pressão de sanções.
Separadamente, Michael McFaul, ex-embaixador dos Estados Unidos na Rússia e professor da Universidade Stanford, observou que historicamente campanhas aéreas raramente levam à derrubada de regimes, questionando como os atuais ataques americanos — que miram ativos militares e não instrumentos internos de repressão — se traduziriam na mudança de regime mais ampla que Washington tem sinalizado.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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