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Após críticas, Sam Altman admite que acordo da OpenAI com o Pentágono ‘pareceu oportunista e descuidado’
Publicado 03/03/2026 • 10:03 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 03/03/2026 • 10:03 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Kim Kyung-hoon / Reuters
O CEO da OpenAI, Sam Altman, participa de um evento para apresentar a IA para empresas em Tóquio, em 3 de fevereiro de 2025.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, admitiu que a empresa errou ao apressar o fechamento de um contrato com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e anunciou revisões ao acordo.
Em uma publicação no X descrita como o repost de um memorando interno, Altman reconheceu que a negociação “pareceu oportunista e descuidada”.
O contrato havia sido anunciado no sábado (28), poucas horas depois de o presidente Donald Trump ordenar que agências federais parassem de usar ferramentas da concorrente Anthropic – e horas antes de Washington realizar ataques contra o Irã.
Entenda o caso: Briga com Trump e Pentágono faz Claude ser a IA mais baixada nas últimas 24 horas
Entre as mudanças anunciadas pela OpenAI, o novo texto do contrato inclui linguagem explícita vedando que o sistema de inteligência artificial seja “intencionalmente utilizado para vigilância doméstica de cidadãos e nacionais americanos”. O Departamento de Defesa também afirmou que as ferramentas da empresa não serão usadas por agências de inteligência como a NSA.
“Há muitas coisas para as quais a tecnologia simplesmente não está pronta, e muitas áreas nas quais ainda não compreendemos os trade-offs necessários para a segurança”, disse, Altman, acrescentando que a empresa trabalhará com o Pentágono em salvaguardas técnicas.
O acordo da OpenAI surgiu no vácuo de uma crise entre a Anthropic e o governo americano. A Anthropic havia sido a primeira empresa de IA a implantar seus modelos na rede classificada do Departamento de Defesa, após um acordo inicial firmado no ano passado.
A companhia, porém, buscava garantias de que suas ferramentas não seriam usadas para vigilância doméstica nem para operar sistemas de armas autônomas sem controle humano. As negociações quebraram sem acordo, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou que a Anthropic seria designada como ameaça à cadeia de suprimentos.
A disputa ganhou contornos mais complexos ao revelar que a Claude, IA da Anthropic, foi utilizada pelo exército americano na operação que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro — uso ao qual a empresa não se opôs publicamente à época.
O timing do acordo da OpenAI gerou forte reação nas redes sociais. Nos dias seguintes ao anúncio, usuários relataram ter abandonado o ChatGPT em favor do Claude nas principais lojas de aplicativos.
Em seu post, Altman tentou amenizar as tensões: “Em minhas conversas ao longo do fim de semana, reiterei que a Anthropic não deveria ser designada como risco à cadeia de suprimentos, e que esperamos que o Departamento de Defesa ofereça a eles os mesmos termos que acordamos.”
Vale lembrar que a Anthropic foi fundada em 2021 por um grupo de ex-funcionários e pesquisadores da própria OpenAI, que deixaram a empresa após divergências sobre os rumos do desenvolvimento de inteligência artificial. Desde então, a Anthropic se posicionou no mercado como uma alternativa com foco prioritário em segurança — postura que agora está no centro do embate com o governo americano.
Ainda não está claro por que o Departamento de Defesa aceitou os termos da OpenAI mas rejeitou os da Anthropic, embora autoridades do governo tenham criticado repetidamente a Anthropic por considerá-la excessivamente preocupada com segurança em IA.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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