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Trump desautoriza Bessent e mantém isenção de sanções ao petróleo russo
Publicado 18/04/2026 • 13:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/04/2026 • 13:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
petroleiro russo
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos estendeu por mais 30 dias a isenção de sanções sobre embarques de petróleo da Rússia, contrariando declaração do secretário Scott Bessent feita dois dias antes. A renovação das sanções vale para entregas de petróleo russo carregadas em petroleiros a partir desta sexta-feira (17) e vai até as 0h01 do dia 16 de maio.
A medida prolonga uma licença anterior que havia expirado em 11 de abril. O governo de Donald Trump não explicou publicamente o motivo de ter voltado atrás na decisão.
Na quarta-feira (16), Bessent afirmou em entrevista a jornalistas que Washington não renovaria a isenção para o petróleo russo. “Não renovaremos a licença geral sobre o petróleo russo, e não renovaremos a licença geral sobre o petróleo iraniano”, declarou o secretário. A medida foi revertida 48 horas depois, sem qualquer justificativa oficial.
O pano de fundo da decisão é o choque de oferta provocado pelo conflito entre Estados Unidos e Israel e o Irã. Teerã reagiu ao conflito fechando o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% do abastecimento global de energia. O fechamento elevou os preços do petróleo e pressionou os preços da gasolina nos Estados Unidos, com impacto direto sobre as famílias americanas às vésperas das eleições de meio de mandato.
O Estreito foi reaberto temporariamente após um acordo de cessar-fogo no Líbano, mas Teerã alertou que poderia voltar a fechar a passagem caso o bloqueio naval americano aos portos iranianos continuasse.
A renovação da isenção gerou críticas entre aliados. Após reunião de ministros de Finanças do G7 em Washington, o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, foi direto ao ponto ao ressaltar que “a Rússia não deve se beneficiar do que está acontecendo no Irã” e que a Ucrânia também não deveria ser “dano colateral”.
A medida pode complicar os esforços para privar a Rússia de receitas de petróleo usadas para financiar a guerra contra a Ucrânia, iniciada em 2022 e considerada o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
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