CNBC
Logotipo da Nvidia exibido na tela de um celular e microchip.

CNBCNvidia vai investir valor bilionário em empresas de tecnologia fotônica; entenda

Conflito no Oriente Médio

Conflito no Oriente Médio pressiona combustível nos Estados Unidos

Publicado 04/03/2026 • 07:34 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A escalada militar liderada pelo presidente Donald Trump contra o Irã começou a aparecer nas bombas de combustível nos Estados Unidos.
  • O preço médio da gasolina comum subiu para US$ 3,109 por galão na terça-feira (2), de acordo com a AAA (Associação Automobilística Americana).
  • A alta acontece após interrupções no fornecimento global de petróleo provocadas pelos ataques de EUA e Israel ao Irã e pela resposta de Teerã.

Imagem de carro sendo abastecido

Agência Brasil

A escalada militar liderada pelo presidente Donald Trump contra o Irã começou a aparecer nas bombas de combustível nos Estados Unidos e pode complicar o discurso da Casa Branca sobre controle do custo de vida em um ano eleitoral.

O preço médio da gasolina comum subiu para US$ 3,109 por galão na terça-feira (2), de acordo com a AAA (Associação Automobilística Americana). Uma semana antes, estava em US$ 2,951. O avanço também coloca o valor acima do registrado no fim do governo Biden.

A alta acontece após interrupções no fornecimento global de petróleo provocadas pelos ataques de EUA e Israel ao Irã e pela resposta de Teerã.

Leia também: Irã não vai negociar com os EUA e está preparado para ‘continuar a guerra’

Os contratos futuros de gasolina RBOB avançaram para US$ 2,50 por galão, ante cerca de US$ 2,30 no fim da semana passada, indicando pressão adicional nos próximos dias à medida que o repasse do atacado chega ao varejo.

Há diferenças regionais expressivas. Segundo a AAA, o galão custa US$ 2,624 em Oklahoma e chega a US$ 4,674 na Califórnia. Apesar da alta, os valores ainda estão abaixo dos picos superiores a US$ 5 registrados após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 e equivalem a menos da metade do preço pago no Reino Unido.

Analistas ouvidos pelo Financial Times alertam que novos aumentos podem pesar sobre famílias já pressionadas. Ed Morse, assessor sênior da Hartree Partners, observou que cerca de 40% da economia é composta por pessoas que vivem de salário em salário. “Se chegar a US$ 3,50 ou US$ 4, certamente terá impacto sobre uma grande parcela da população”, disse.

Leia também: Índia alerta para ‘risco sério’ à economia com guerra no Oriente Médio

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou ao veículo que as políticas do governo levaram à maior produção de petróleo da história dos EUA e citou mais oferta vinda do novo mercado doméstico e de acordos com a Venezuela. Segundo ela, o Departamento de Energia e o Tesouro continuarão monitorando os mercados para manter os preços estáveis.

A produção americana atingiu recorde sob Biden e avançou levemente nos últimos meses, mas projeções da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) indicam queda em 2026. Apesar da pressão nos preços, a economia americana é menos vulnerável a choques do petróleo do que a europeia. Dados da EIA mostram que apenas 17% da energia consumida no país foi importada em 2024, a menor proporção em quatro décadas.

Leia também: Bolsa da Coreia interrompe negociações após índices despencarem com turbulência no Oriente Médio

Parte do mercado avalia que os preços podem se moderar antes das eleições de meio de mandato, que definirão o controle do Congresso. Há também o efeito oposto: um período prolongado de gasolina cara tende a reduzir o consumo, mas pode elevar os lucros de produtores de energia.

Leia também: Quem controla o Estreito de Ormuz? Veja como funciona a passagem

Se o conflito se estender além das quatro a cinco semanas projetadas por Trump, a pressão sobre os combustíveis pode também afetar a política monetária. Dados da CME indicam que o mercado passou a precificar menor probabilidade de mais de dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa básica, atualmente entre 3,5% e 3,75%, em comparação com antes dos ataques.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Conflito no Oriente Médio

;