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Irã condiciona abertura de Ormuz ao fim do bloqueio americano a portos iranianos
Publicado 19/04/2026 • 12:09 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 19/04/2026 • 12:09 | Atualizado há 3 semanas
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Divulgação
O Irã reiterou no sábado (18) que manterá as restrições à passagem de navios pelo estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos não encerrarem o bloqueio a portos iranianos. O impasse complica as negociações de paz e levanta dúvidas sobre a prorrogação do cessar-fogo, que termina na quarta-feira (22).
“É impossível que outros passem pelo estreito de Ormuz enquanto nós não podemos”, disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em entrevista à televisão estatal. Ghalibaf é o principal negociador do Irã nas conversas com Washington e classificou o bloqueio americano como “uma decisão ingênua tomada por ignorância”.
Leia também: Trump vai enviar negociadores para o Paquistão e ameaça destruir pontes e usinas do Irã se acordo não for fechado
O Irã havia anunciado a reabertura do estreito na sexta-feira (17), após a implementação de uma trégua entre Israel e o Hezbollah no Líbano. Horas depois, o presidente americano Donald Trump declarou que o bloqueio a portos iranianos “permanecerá em pleno vigor” até um acordo definitivo, e Teerã voltou atrás.
No sábado, embarcações no Golfo Pérsico tentaram retomar o trânsito pelo estreito após uma breve reabertura. O movimento foi interrompido por disparos contra dois navios de bandeira indiana, que foram forçados a recuar. Com isso, o status quo no estreito foi restabelecido.
Pelo estreito de Ormuz passa um quinto de todo o comércio mundial de petróleo. O bloqueio ameaça aprofundar a crise energética global enquanto o conflito entra em sua oitava semana.
Apesar do impasse, Ghalibaf afirmou que o Irã busca a paz. “Não haverá recuo no campo da diplomacia”, disse, reconhecendo que a distância entre os dois lados ainda é grande.
Leia também: Trump acusa Irã de violação total do cessar-fogo com ataques no Estreito de Ormuz
Com o fim do cessar-fogo se aproximando, o governo iraniano informou ter recebido novas propostas dos Estados Unidos. Mediadores paquistaneses trabalham para organizar uma nova rodada de negociações diretas em Islamabad. Equipes de segurança americanas já estão no local, segundo funcionário regional envolvido na mediação que pediu anonimato.
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com ataques americanos e israelenses ao Irã, já causou pelo menos 3 mil mortes no Irã, mais de 2.290 no Líbano e 23 em Israel, além de mais de uma dúzia de mortes em estados árabes do Golfo. Quinze soldados israelenses no Líbano e 13 militares americanos na região também foram mortos.
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