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Quem é Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central preso no caso Master

Publicado 04/03/2026 • 16:10 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • O caso Master ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (4). Isso porque a Polícia Federal (PF) iniciou os mandados de prisão preventiva da 3ª fase da Operação Compliance Zero.
  • Além das prisões preventivas, dois funcionários do Banco Central são afastados judicialmente do cargo e ganham tornezeleiras eletrônicas: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central (BC), e Bellini Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC.
Paulo Sérgio Neves de Souza participa de sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado Federal. Em 2026, está associado a Daniel Vorcaro e o caso Master.

Foto: Beto Nociti/BCB

Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central.

O caso Master ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (4). Isso porque a Polícia Federal (PF) iniciou os mandados de prisão preventiva da 3ª fase da Operação Compliance Zero. 

Sendo assim, são alvos dos mandados, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; seu cunhado Fabiano Zettel; o policial aposentado Marilson Silva; e Luiz Phillipi Mourão.

No entanto, há ainda outros dois nomes que devem ganhar tornozeleiras eletrônicas: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central (BC), e Bellini Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC.

A seguir, conheça o perfil de Paulo Sérgio Neves de Souza.

Leia também: Polícia Federal prende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em nova fase da Operação Compliance Zero

Quem é Paulo Sérgio Neves de Souza?

Assim como noticiado anteriormente, Paulo Sérgio Neves de Souza é economista. Formado pela PUC de São Paulo, tem também MBA em risco pela Fipecafi. Esse currículo permitiu que ele entrasse no Banco Central em 1998. 

Desde então, Paulo Sérgio esteve na liderança de diversas áreas durante mais de 20 anos, até conquistar o cargo de Diretor de Fiscalização, no qual esteve de 2019 a 2023. Na época, o órgão financeiro era gerido por Roberto Campos Neto. 

Ainda naquele período, Vorcaro conseguiu autorização para comprar o Banco Máxima, aquisição que deu origem ao Banco Master. Confira sua experiência profissional:

  • Banco Central do Brasil (desde 1998)
    • Chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) – desde 08/2015
    • Chefe do Departamento de Gestão Estratégica, Integração e Suporte da Fiscalização (Degef) – 04/2013 a 08/2015
    • Consultor – 07/2012 a 04/2013
    • Chefe de Divisão (Desup) – 07/2011 a 07/2012
    • Gerente Técnico – 05/2009 a 07/2011
    • Supervisor – 11/2005 a 05/2009
    • Inspetor – 02/1998 a 11/2005
  • Banco do Brasil (1985–1998)
    • Superintendência Estadual de São Paulo (1992 a 02/1998): atuação nas áreas de concessão e acompanhamento de crédito e gestão de risco
    • Agência Praça da Árvore – São Paulo (07/1985 a 02/1992): menor-aprendiz de serviços gerais e escriturário

O ex-diretor do Banco Central e seu papel no caso Master

Dessa vez, conforme o STF, o ex-diretor do BC era uma espécie de consultor informal de Daniel Vorcaro. Dentro do Banco Central, Paulo Sérgio realizava atividades como:

  • Revisar minutas de documentos do Master antes de serem protocolados no Banco Central;
  • Orientar o banqueiro sobre como se comportar em reuniões com o presidente do BC; 
  • Alertar sobre movimentações identificadas pelos sistemas de monitoramento da instituição. 

Em troca, o banqueiro mineiro oferecia vantagens garantidas por contratos fictícios, como um guia turístico para uma viagem de Paulo Sérgio à Disney, em Orlando (EUA). 

Leia também: Triplex milionário liga o “Rei do ovo” ao banqueiro Daniel Vorcaro

3ª fase da Operação Compliance Zero

Por isso, Paulo Sérgio Neves de Souza viu sua casa ser alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira (4). Até então, em uma decisão administrativa, ele estava afastado do cargo no BC. Agora, o afastamento é baseado também em uma decisão judicial, publicada no Diário Oficial da União.

No entanto, Paulo Sérgio ainda não encara uma prisão preventiva. Na verdade, no caso dele, o STF aplicou medidas cautelares, como: 

  • proibição de contato com testemunhas e investigados;
  • proibição de acessar as dependências do Banco Central; 
  • proibição de sair do município de residência e do país – com entrega do passaporte à PF em 48 horas; 
  • suspensão do exercício da função pública no BC; 
  • e uso de tornozeleira eletrônica.

O caso do Banco Master

No dia 18 de novembro de 2025, o Banco Central liquidou o Banco Master. Um dia antes, o dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, foi preso pela primeira vez durante a 1ª fase da Operação Compliance Zero, cujo objetivo principal consistia em apurar a concessão de créditos falsos.

Ainda naquele período, investigava-se também a tentativa do Banco Regional de Brasília (BRB) – banco público – de comprar o Banco Master.

Entretanto, Vorcaro é investigado desde 2024, quando o Ministério Público Federal suspeitava da fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por parte de uma instituição financeira. Sendo assim, Daniel Vorcaro e outros associados do Banco Master passaram a ser investigados por:

  • Fraudes de gestão;
  • Organização criminosa;
  • Gestão temerária;
  • E outros.

Nesse contexto, a desembargadora do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, Solange Salgado da Silva, detalhou os achados da primeira fase: “a investigação revelou um esquema de cessão irregular de carteiras de crédito entre o Banco Master e o Banco de Brasília, envolvendo a quantia vultosa de aproximadamente R$ 17 bilhões. Há indícios de manipulação de ativos, criação de falsas narrativas para órgãos reguladores e utilização de empresas de prateleira para simular a origem de créditos inexistentes ou podres”.

Atualmente, a Operação Compliance Zero está em sua 3ª fase. De acordo com a Agência Brasil, a Polícia Federal (PF) prendeu Daniel Vorcaro pela segunda vez devido à possível prática de crimes de: ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados pela organização criminosa envolvida no caso Master como um todo.

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