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Campeonato Brasileiro supera grandes ligas do mundo e só fica atrás da Premier League em valor gasto na janela de transferências
Publicado 08/03/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/03/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 meses
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Campeonato Brasileiro se destava entre os mais 'gastões' na janela de transferências
Nos últimos anos, o futebol brasileiro passou a competir com o futebol europeu ao trazer alguns nomes importantes que vinham atuando no Velho Continente. O movimento foi liderado por uma parcela de clubes com maior poder financeiro.
Na atual janela de transferências, que fechou nesta semana, os clubes da elite do Campeonato Brasileiro gastaram 245 milhões de euros (cerca de R$ 1,274 bilhão, na cotação atual) com reforços, ficando atrás apenas da sempre soberana Premier League, da Inglaterra, que até o momento desembolsou 453,1 milhões de euros (R$ 2,356 bilhões) em contratações, de acordo com o Transfermarkt.
Confira o ranking das ligas nacionais que mais gastaram na janela de transferências:
| Campeonato | Valor em Euros | Valor em Reais |
| Premier League (Inglês) | 453,1 milhões de euros | R$ 2,356 bilhões |
| Campeonato Brasileiro | 245 milhões de euros | R$ 1,274 bilhão |
| Campeonato Italiano | 243,5 milhões de euros | R$ 1,266 bilhão |
| MLS (Norte-Americano) | 186,2 milhões de euros | R$ 968,24 milhões |
| Liga Saudita | 147,7 milhões de euros | R$ 768,04 milhões |
| Liga Turca | 125,2 milhões de euros | R$ 651,04 milhões |
| Campeonato Alemão | 106,9 milhões de euros | R$ 555,88 milhões |
| Campeonato Francês | 102,1 milhões de euros | R$ 530,92 milhões |
| Campeonato Espanhol | 75,5 milhões de euros | R$ 392,6 milhões |
Para especialistas e executivos da indústria do futebol, o Brasil se destaca por alguns motivos, entre elas a atratividade de um mercado que pode impulsioná-los à disputa da Copa do Mundo.
“Eu diria que, dentro do ecossistema sul-americano, não é exagero afirmar que o Brasil hoje exerce um papel semelhante ao da Premier League em relação à Europa periférica. Ele atrai, desenvolve, expõe e vende melhor. Um exemplo é que o Brasileirão teve mais jogadores convocados na seleção do Uruguai do que a própria liga inglesa em determinado momento das Eliminatórias, mostrando que atuar no país dá relevância futebolística continental“, explica Marcos Casseb, sócio da Roc Nation Sports, que gerencia a carreira de centenas de atletas, entre eles Vini Jr, Endrick, Gabriel Martinelli e Lucas Paquetá.
Ele entende que, para muitos jogadores sul-americanos, atuar no Brasil é uma boa oportunidade de chegarem às suas respectivas seleções. “É o resultado de uma combinação de competitividade com aproveitamento de oportunidade de mercado. A busca por um campeonato mais competitivo, por títulos continentais e resultados imediatos fez com que o Brasil olhe mais para fora, e o lucro pela valorização de jogadores estrangeiros é na maioria das vezes muito maior que dos brasileiros”, explica.
Para Moises Assayag, especialista em finanças no esporte, especialmente nas áreas de reestruturação financeira e operacional, o futebol brasileiro passa por uma profunda e silenciosa transformação. “Vem nos últimos anos em um ímpeto positivo de forte crescimento em termos de investimentos e valores movimentados. Em termos de valores de transferências de jogadores para ou dentro do mercado local, o salto acontece a partir da primeira janela de 2024″.
“Os motivos são, principalmente, o amadurecimento das SAFs, reguladas menos de 2 anos, ou 4 janelas de transferências antes a enorme injeção de investimento das bets no mercado, que permitiu a maior profissionalização da gestão dos campeonatos em andamento, permitindo o crescimento das receitas de TV, que também contribuíram para mudar o patamar de movimentação de recursos financeiros do futebol brasileiro”, ele completa.
Os números desta temporada são liderados pelo Flamengo, que fez a contratação mais cara da história do país ao repatriar o meia Lucas Paquetá, por 42 milhões de euros (R$ 218,4 milhões). No total, o rubro-negro gastou R$ 341,4 milhões.
O clube carioca é seguido pelo Palmeiras, com R$ 192,1 milhões, e Cruzeiro, com R$ 174,1 mi. Outros quatro clubes ultrapassaram os R$ 100 milhões em reforços, casos de Fluminense (R$ 151,2 mi), Atlético-MG (R$ 133,2 mi), Vasco (R$ 122 mi) e Grêmio (R$ 109,7 mi).
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“O Brasil voltou a ser uma vitrine atrativa. Clubes daqui têm conseguido oferecer bons contratos e uma projeção esportiva que não deixa de ser estratégica. Para muitos atletas jovens, ficar ou retornar significa jogar em alto nível, estar mais próximo da seleção e ainda garantir segurança financeira, algo que, no passado, só o futebol europeu parecia proporcionar”, analisa Claudio Fiorito, presidente da P&P Sport Management Brasil, especializada no gerenciamento da carreira de atletas.
O Cruzeiro também fez um alto investimento e um dos maiores do Brasil, ao repatriar o meia Gerson, do Zenit-UCR, por 27 milhões de euros (R$ 140,4 milhões). A contratação superou a de Vitor Roque, que deixou o Barcelona para atuar no Palmeiras em meados de 2025, por cerca de 25 milhões de euros (R$ 130 milhões), e de Samuel Lino, que saiu do Atlético de Madrid para o Flamengo, também no ano anterior, por cerca de 23 milhões de euros (R$ 119,6 milhões) – os dois últimos, na temporada passada.
Alexandre Frota, ex-presidente do Ceará Sporting Club e CEO da FutPro Expo, evento inédito direcionado para negócios no futebol que acontece entre os dias 7 e 9 de maio, em Fortaleza, afirma que “nos últimos anos, o futebol brasileiro deixou de ser apenas um exportador de talentos e passou a se posicionar também como um mercado estratégico dentro da cadeia global do esporte. Hoje, os clubes estão mais organizados, as competições mais estruturadas e a exposição internacional muito maior. Isso faz com que o Brasil se torne uma vitrine atrativa para atletas de diferentes países, que enxergam aqui competitividade, visibilidade e potencial de valorização“.
Já o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, destaca o retorno de um ídolo mundial para enaltecer o poder de convencimento de um ídolo mundial. “A volta do Neymar ao Santos simboliza esse novo momento: um movimento que mostra que nossos clubes voltaram a ser protagonistas, capazes de oferecer estrutura, competitividade e um ambiente atrativo para grandes jogadores. Não se trata apenas de repatriar ídolos, mas de fortalecer o futebol nacional, valorizar o nosso produto e mostrar ao mundo que o Brasil voltou a ser um destino relevante no cenário global”.
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