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Guerra com o Irã ameaça consequências catastróficas para o mercado de petróleo, diz CEO da Aramco
Publicado 10/03/2026 • 08:06 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 10/03/2026 • 08:06 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Majid Asgaripour/WANA/Reuters.
A guerra com o Irã ameaça provocar “consequências catastróficas” para o mercado global de petróleo, alertou o CEO da gigante petrolífera saudita Aramco.
Amin Nasser afirmou em teleconferência de resultados nesta terça-feira que o conflito provocou “uma reação em cadeia severa” e “um efeito dominó drástico” que vai além do transporte marítimo, atingindo também os setores de aviação, agricultura, automotivo e outras indústrias.
“Há consequências catastróficas para o mercado de petróleo global. Quanto mais tempo a interrupção durar, mais drásticas serão as consequências para a economia mundial”, disse. Ele acrescentou que se trata “de longe da maior crise” enfrentada pela indústria de petróleo e gás da região.
Leia também: Petrobras e Prio disparam e deixam para trás Saudi Aramco, Chevron e outras petroleiras globais; entenda os motivos
A refinaria de Ras Tanura, da Aramco, foi atingida por um projétil na semana passada, em meio a uma ampla onda de ataques iranianos com drones e mísseis contra países do Golfo, em resposta a ofensivas dos Estados Unidos e de Israel.
O preço do petróleo disparou diante dos temores sobre o fornecimento, mas recuou depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país atingiria o Irã “vinte vezes mais forte” caso Teerã tentasse interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Falando após a divulgação dos resultados anuais de 2025 da Saudi Aramco, que superaram as estimativas de analistas, Nasser alertou: “Com a atual crise geopolítica, os estoques globais, que já estão no menor nível em cinco anos, cairiam ainda mais rapidamente.”

“A maior parte da capacidade ociosa global está concentrada nesta região, portanto é absolutamente crítico que a navegação seja retomada no Estreito de Ormuz.”
Na segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse à CNBC que os petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz “devem ter muito cuidado”.
“Enquanto a situação permanecer insegura, acho que todos os petroleiros, toda a navegação marítima, devem ser muito cautelosos”, afirmou Esmail Baghaei, que também é chefe do Centro de Diplomacia Pública.
A gigante petrolífera estatal saudita reportou lucro líquido ajustado de US$ 104,7 bilhões no ano completo de 2025, o que classificou como um “crescimento robusto”, apesar de um período de volatilidade nos preços do petróleo.
O lucro ajustado do quarto trimestre foi de US$ 25,1 bilhões, ligeiramente acima da estimativa mediana de US$ 24,8 bilhões compilada pela companhia.
O fluxo de caixa livre no ano alcançou US$ 85,4 bilhões.
A empresa também anunciou um dividendo base de US$ 21,89 bilhões referente ao quarto trimestre, alta de 3,5% em relação ao ano anterior, a ser pago no primeiro trimestre de 2026. A companhia permanece entre as maiores pagadoras de dividendos do mundo e é uma fonte crucial de receitas para o Estado saudita.
As distribuições totais aos acionistas no ano chegaram a US$ 85,5 bilhões, enquanto a empresa continuou priorizando pagamentos aos investidores, mesmo com a queda dos preços do petróleo em 2025.
Leia também: Refinaria da Saudi Aramco em Ras Tanura volta a ser alvo de ataque
A Aramco também anunciou um programa de recompra de ações de até US$ 3 bilhões ao longo de 18 meses.
As ações da companhia subiram de forma acentuada nas últimas sessões, acompanhando a disparada dos preços do petróleo em meio ao temor de interrupções no fornecimento no Oriente Médio.
A Aramco gerou US$ 136,2 bilhões em fluxo de caixa operacional no ano passado, impulsionada, segundo a empresa, por produção estável e resultados fortes no segmento de downstream. Os investimentos de capital somaram US$ 52,2 bilhões, em linha com as projeções da companhia e ligeiramente abaixo dos níveis de 2024.
“Nossa alocação disciplinada de capital, combinada com operações altamente confiáveis e de baixo custo, impulsionou um forte desempenho financeiro em um ano marcado pela volatilidade de preços”, disse Nasser no comunicado de resultados.
O preço do petróleo em 2025 caiu para uma média de US$ 69,2 por barril, ante US$ 80,2 em 2024, refletindo um mercado mais fraco e o aumento da oferta global. Nos últimos dias, porém, a cotação do petróleo chegou a se aproximar de US$ 120 por barril à medida que a guerra no Oriente Médio se intensificou.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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