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CNBCMais três navios são atingidos no Golfo Pérsico enquanto o Irã alerta para petróleo a US$ 200

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Medida para liberar petróleo deve ter impacto limitado diante do consumo global, diz especialista

Publicado 12/03/2026 • 11:00 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • 32 países da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciaram a liberação de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas para o mercado internacional após o fechamento do Estreito de Ormuz.
  • Segundo analistas, a medida tem efeito limitado sobre o mercado global, funcionando mais como um sinal para acalmar investidores e reduzir especulação nos preços do petróleo.
  • Nos Estados Unidos, o impacto já aparece na bomba: o preço da gasolina subiu cerca de US$ 1 por galão, aumento próximo de 50%, o que pode pressionar também os preços dos alimentos.

Os 32 países integrantes da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciaram nesta quarta-feira (11) a liberação de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas para o mercado internacional. De acordo com o comunicado da AIE, o objetivo é compensar a interrupção no fornecimento causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o comércio global de petróleo.

Durante entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, o estrategista-chefe da Avenue, Will Castro Alves, afirmou que a medida era esperada pelo mercado, mas tende a ter efeito limitado diante da escala do consumo global de petróleo.

Segundo ele, a liberação funciona mais como um mecanismo para acalmar os investidores e reduzir movimentos especulativos nos preços da commodity. “É como colocar um band-aid em uma ferida muito maior. Não resolve o problema estrutural, mas ajuda a acalmar o mercado”, disse.

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O estrategista destacou que medidas paralelas também vêm sendo adotadas para conter volatilidade. A CME (Bolsa de Mercadorias do Futuro), por exemplo, reduziu a alavancagem permitida em contratos futuros de petróleo, tentando evitar uma especulação excessiva no mercado.

Castro Alves lembrou que o mercado chegou a reagir fortemente às primeiras notícias do conflito, com o petróleo atingindo cerca de US$ 120 por barril (R$ 624) antes de recuar parcialmente após ajustes e liquidação de contratos futuros.

Segundo ele, o cenário atual é de forte volatilidade, impulsionado principalmente pelas notícias relacionadas à guerra. “Cada dia é um dia. O mercado está reagindo diretamente ao noticiário do conflito”, afirmou.

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Entre os fatores que elevam a tensão está a possibilidade de o Irã instalar minas no Estreito de Ormuz, o que poderia agravar a crise no transporte de petróleo. Autoridades iranianas chegaram a afirmar que o preço do barril poderia alcançar US$ 200 (R$ 1.040) caso o conflito se intensifique.

Além disso, analistas também mencionam possíveis ataques a estruturas estratégicas de produção de petróleo, como a ilha iraniana de Khark, considerada um dos principais centros de exportação do país.

Impacto já aparece no preço da gasolina

Segundo Will Castro Alves, os efeitos da crise já são perceptíveis no preço da gasolina nos Estados Unidos, onde a transmissão da alta do petróleo para o consumidor costuma ocorrer rapidamente.

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De acordo com ele, o preço do galão de gasolina que chegou a ficar perto de US$ 2,45 R$ 12,74) no final de 2025 agora gira em torno de US$ 3,45 (R$ 17,94), um aumento de aproximadamente US$ 1 (R$ 5,20).

Subiu cerca de um dólar por galão, o que representa quase 50% de aumento, algo bastante significativo”, afirmou o estrategista.

Ele ressalta, porém, que o repasse para os preços de alimentos costuma levar mais tempo, já que depende da transmissão gradual dos custos de energia ao longo da cadeia produtiva.

Mesmo assim, historicamente, altas expressivas no preço da gasolina acabam pressionando os alimentos, devido ao impacto nos custos de transporte, logística e produção agrícola.

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Castro Alves destacou ainda que os indicadores atuais de inflação ainda não refletem totalmente esse movimento, já que o índice de preços ao consumidor (CPI) divulgado recentemente ainda considera dados de fevereiro, anteriores ao agravamento do conflito.

Esses mecanismos de transmissão levam algum tempo, mas uma parte relevante desses custos costuma chegar aos alimentos”, afirmou. “Mesmo quando a guerra acabar, o consumidor ainda pode sentir os efeitos quando for ao Walmart ou à Target.”

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