Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Boom e queda das ações de empresas de memória chegam ao fim com avanço da IA
Publicado 11/03/2026 • 20:26 | Atualizado há 4 horas
Ford lança nova IA para impulsionar Pro, um negócio comercial bilionário
Meta compra Moltbook e entra nas redes sociais para agentes de inteligência artificial
Google aprofunda aposta em IA no Pentágono após Anthropic processar governo Trump
EUA desmentem secretário de Energia e dizem que não escoltaram petroleiros no Estreito de Ormuz
Por que a China consegue suportar a alta do petróleo com mais facilidade do que outros países
Publicado 11/03/2026 • 20:26 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
O forte aumento dos investimentos em inteligência artificial está fazendo com que a indústria de memória siga uma nova dinâmica, segundo executivos do setor, marcando uma ruptura com o antigo ciclo de boom e queda que dominou o mercado por décadas.
As ações da Micron acumulam alta superior a 370% no último ano, enquanto a Sandisk, que abriu capital em fevereiro do ano passado, já registra valorização superior a 1.100%, refletindo o aumento da demanda por chips de memória ligados à IA.
Durante décadas, empresas do setor de memória viveram um padrão repetitivo de expansão e colapso de preços, mas executivos afirmam agora que a inteligência artificial alterou estruturalmente esse modelo, e não há sinais de queda nos preços.
Leia também: Nvidia ainda não vendeu chips de IA aprovados pelos EUA para a China e teme avanço de rivais locais
“Continuaremos elevando os preços porque a indústria continuará elevando os preços”, disse à CNBC o CEO da HPE, Antonio Neri. “Não há oferta suficiente para atender à demanda.”
Um executivo da fabricante de discos rígidos Seagate afirmou ao South China Morning Post, na terça-feira, que os aumentos nos preços de memória podem se tornar “o novo normal” nos próximos anos.
A SK Hynix, da Coreia do Sul, uma das maiores produtoras de memória do mundo, afirmou à CNBC que toda a indústria está passando por uma transformação estrutural.
Segundo um porta-voz da empresa, clientes –incluindo grandes empresas de tecnologia conhecidas como hyperscalers – passaram a preferir contratos de longo prazo, substituindo os acordos de apenas um ano que eram comuns no passado.
Leia também: Escassez de chips deve provocar maior queda da história no mercado global de smartphones em 2026
A Micron também afirmou à CNBC que clientes estão cada vez mais dispostos a assinar contratos de fornecimento de longo prazo, garantindo acesso à memória por vários anos.
O CEO da Broadcom, Hock Tan, declarou durante a teleconferência de resultados da empresa na semana passada que já garantiu fornecimento de memória até 2028.
Segundo executivos, as cargas de trabalho atuais de inteligência artificial exigem uma arquitetura muito mais intensiva em memória, algo fundamentalmente diferente de tudo que a indústria precisava suportar no passado.
A Meta anunciou na quarta-feira (11) um novo chip de IA desenvolvido internamente e também destacou preocupações com o acesso à memória de alta largura de banda (HBM) necessária para esses sistemas.
“Estamos absolutamente preocupados com o fornecimento de HBM”, disse à CNBC o vice-presidente de engenharia da Meta, Yee Jiun Song. “Mas acreditamos que garantimos o suprimento necessário para o que planejamos construir.”
Com grandes empresas de tecnologia disputando o fornecimento e reduzindo a disponibilidade para produtos de consumo, como laptops e smartphones, e sem alívio relevante na oferta antes de 2027, a corrida por infraestrutura de IA pode ter levado o mercado de memória a uma nova era estrutural.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Wetzel protocola plano de recuperação extrajudicial após acordo com credores
2
Raízen: quem ganha e quem perde com a crise da companhia?
3
Raízen: quem são os bancos e investidores que podem decidir o rumo da empresa
4
Cidadania italiana vai a julgamento hoje: o que muda para 70 milhões de descendentes no Brasil
5
Oncoclínicas negocia período de ‘stand still’ com credores após mudança de CEO