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Bolsas da Europa fecham em queda com cautela diante de tarifas e guerra no Oriente Médio

Publicado 13/03/2026 • 15:51 | Atualizado há 32 minutos

KEY POINTS

  • As bolsas europeias encerraram a semana em baixa, sufocadas pelo custo da energia e pela ameaça de novas tarifas de Donald Trump, que agora foca suas investigações comerciais contra a União Europeia.
  • A estagnação do PIB britânico em janeiro e a exposição bilionária do Deutsche Bank (R$ 156 bilhões) ao crédito privado elevaram o nervosismo no setor bancário, que recuou 1,4%.
  • Enquanto o setor de tecnologia busca fôlego com rumores de fusões na BE Semiconductor, o mercado de commodities metálicas sofre com a perspectiva de desaceleração industrial global.

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Bolsas da Europa

As bolsas europeias fecharam em queda nesta sexta-feira (13), pressionadas pela escalada da guerra no Oriente Médio, que alimentam temores de avanço inflacionário e baixo crescimento global.

O aumento das tensões na região e a incerteza sobre a duração do conflito reduziram o apetite por risco, especialmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que cabe à ele decidir sobre o término da guerra.

Em paralelo, o anúncio de uma nova rodada de investigação comercial pelos EUA, que atinge a União Europeia, o Reino Unido e dezenas de países, preparando terreno para a imposição de mais tarifas pelo governo americano, também pesa sobre os negócios.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,43%, a 10.261,15 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,65%, a 23.436,29 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,91%, a 7.911,53 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,31%, a 44.316,92 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,59%, a 17.039,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,09%, a 9.143,72 pontos. As cotações são preliminares.

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O Deutsche Bank avalia que a perspectiva de um início de ano mais forte para a atividade britânica “diminuiu” e alerta que o conflito no Oriente Médio pode pesar ainda mais sobre o crescimento ao elevar os custos de energia. De acordo com o Escritório de Estatísticas Nacional (ONS), a economia do Reino Unido ficou estagnada em janeiro.

Entre ações, o setor bancário europeu recuou perto de 1,4%, refletindo preocupações com o crescimento econômico. Já o Deutsche Bank registrou leve queda de 0,8% após divulgar exposição de US$ 30 bilhões (R$ 156 bilhões) ao mercado de crédito privado. O Santander caiu perto de 1,33% e o UniCredit caiu 2,27%.

O setor de metais industriais também caiu cerca de 2%, acompanhando a queda nos preços do cobre. Em contrapartida, companhias de energia avançaram, beneficiadas pela disparada recente do petróleo. Shell e BP subiram cerca de 0,9% e 0,8%, respectivamente.

A holandesa BE Semiconductor avançou quase 7,36% após rumores de interesse em uma possível aquisição. Já a fabricante de semicondutores ASML operou perto da estabilidade.

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