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Bolsas europeias fecham em queda com tensão no Oriente Médio e volatilidade do petróleo
Publicado 29/04/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 29/04/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 horas
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Bolsas da Europa
As bolsas europeias encerraram em queda nesta quarta-feira (29), em meio à cautela dos investidores diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O aumento das tensões geopolíticas elevou o preço do petróleo e reforçou preocupações.
Apesar de alguns movimentos pontuais relevantes durante a divulgação de balanços corporativos, os resultados não foram suficientes para reverter a tendência negativa do mercado. O cenário foi agravado por indicadores econômicos fracos na zona do euro e pela expectativa em torno de decisões de política monetária do Federal Reserve, do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BOE).
Em Londres, o FTSE 100 caiu 1,16%, aos 10.213,11 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,31%, para 23.943,74 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,39%, encerrando a 8.072,13 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve queda de 0,51%, a 47.796,03 pontos. Em Madri, o Ibex 35 recuou 0,64%, para 17.661,90 pontos, enquanto em Lisboa o PSI 20 caiu 0,60%, aos 9.209,54 pontos. As cotações são preliminares.
Após o anúncio da saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP, o mercado global de energia registrou maior volatilidade, refletindo a incerteza em torno do equilíbrio futuro entre oferta e demanda de petróleo. A decisão intensificou o questionamento sobre a coordenação entre grandes produtores e seus possíveis impactos na estabilidade dos preços internacionais.
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Segundo a LPL Financial, o aperto na oferta física de petróleo pode estar sendo subestimado pelo mercado. Já a Strategy Asset Managers destaca que preços acima de US$ 85 por barril tendem a manter elevadas as expectativas inflacionárias, além de sustentar a volatilidade nos juros globais.
Na zona do euro, a confiança econômica caiu para o menor nível em três meses em meados de abril, refletindo os impactos das tensões no Oriente Médio sobre setores como serviços e inflação. O indicador da União Europeia recuou de 96,6 para 93,0, abaixo das projeções do mercado, sinalizando deterioração mais acentuada da percepção econômica. O setor de serviços, que abrange atividades como turismo, bancos e comércio, foi um dos mais afetados, atingindo o nível mais fraco em cinco anos.
No campo corporativo, a Adidas subiu cerca de 8% em Frankfurt após superar expectativas de vendas e lucro no primeiro trimestre. O UBS avançou cerca de 3% em Zurique, impulsionado por resultados acima do consenso. Em Madri, o Santander ganhou 1,2% após apresentar desempenho sólido e ganhos com venda de ativos. Em contrapartida, o Deutsche Bank caiu aproximadamente 1,9%, mesmo com lucro recorde, pressionado por provisões maiores do que o esperado para perdas de crédito.
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