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Trump avalia bombardear hub de petróleo do Irã na ilha Kharg , diz embaixador Waltz na ONU
Publicado 15/03/2026 • 16:04 | Atualizado há 14 minutos
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Publicado 15/03/2026 • 16:04 | Atualizado há 14 minutos
KEY POINTS
O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, afirmou neste domingo que o presidente Donald Trump está avaliando um ataque à infraestrutura de petróleo da ilha de Kharg, principal hub de exportação do Irã.
“O presidente Trump não vai tirar nenhuma opção da mesa”, disse Waltz ao programa “State of the Union”, da CNN.
Kharg concentra cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas e tem capacidade de carregamento de aproximadamente 7 milhões de barris por dia. Na sexta-feira, Trump confirmou ter ordenado um bombardeio contra alvos militares na ilha, deixando a infraestrutura de produção intacta.
“Ele deliberadamente atingiu apenas a infraestrutura militar, por enquanto”, afirmou Waltz. “Certamente acho que ele vai manter essa opção caso queira derrubar a infraestrutura energética do país.”
Leia também: Trump fala em bombardear ilha iraniana “só por diversão”
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, buscou um caminho diplomático em paralelo. Ele disse nas redes sociais que o país está pronto para formar um comitê com as nações da região para investigar os alvos atacados em Kharg.
Araghchi reafirmou que os ataques iranianos têm como alvo apenas bases e interesses americanos, e alertou que “ocupar a ilha de Kharg seria um erro maior do que atacá-la”.
Por outro lado, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o IRGC, fez uma ameaça direta a Benjamin Netanyahu. A agência estatal IRNA publicou que a organização prometia perseguir e matar o primeiro-ministro israelense. O gabinete de Netanyahu desmentiu os rumores que circularam no fim de semana sobre sua suposta morte, classificando as informações como falsas.
As Forças de Defesa de Israel anunciaram ter “eliminado” dois altos funcionários de inteligência iraniana do Comando de Emergência “Khatam al-Anbiya”.
No sábado à noite, o exército israelense informou ter atacado o principal centro de pesquisa da Agência Espacial do Irã e uma fábrica de produção de sistemas de defesa aérea.
Serviços de emergência israelenses relataram uma “recente salva de mísseis” disparada contra o centro de Israel neste domingo. Não havia vítimas confirmadas até a última atualização.
O conflito praticamente paralisou o tráfego pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.
O barril de Brent fechou acima de US$ 100 pelo segundo dia seguido na sexta-feira, acumulando alta superior a 40% desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã.
O secretário de Energia americano, Chris Wright, minimizou o impacto. Em entrevista à ABC, ele disse acreditar que o conflito chegará ao fim “nas próximas semanas, talvez antes”, com os preços recuando na sequência.
A Agência Internacional de Energia informou que estoques emergenciais de petróleo começarão a chegar aos mercados globais em breve. O volume foi revisado para quase 412 milhões de barris. Países asiáticos planejam liberar reservas de forma imediata, enquanto Europa e Américas devem fazê-lo a partir do final de março.
Trump vem pressionando outros países a enviarem navios de guerra para garantir a segurança do estreito. Num post no Truth Social, o presidente citou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido.
As respostas foram cautelosas. Seul disse que vai “monitorar de perto e analisar com cuidado” a situação. Londres afirmou estar “intensamente” avaliando como contribuir. O secretário de Energia britânico, Ed Miliband, declarou à BBC que “qualquer opção que possa ajudar a reabrir o estreito está sendo analisada”.
No Japão, há especulações de que Trump pedirá o envio de navios de guerra quando a primeira-ministra Sanae Takaichi se reunir com ele na quinta-feira na Casa Branca.
A guerra chegou ao calendário esportivo. A Fórmula 1 anunciou o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita previstos para abril. “Embora alternativas tenham sido consideradas, nenhuma substituição será feita em abril”, informou a categoria.
A UEFA também cancelou a “Finalissima” entre Espanha e Argentina, programada para 27 de março em Doha, no Catar. O jogo seria disputado no Estádio Lusail e marcaria o duelo entre Lionel Messi e Lamine Yamal.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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