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CEO da Apple, Tim Cook, alerta para prolongamento da crise de memória: “Vamos avaliar uma série de opções”
Publicado 01/05/2026 • 07:15 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/05/2026 • 07:15 | Atualizado há 1 hora
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A crise global de memória teve um papel central na temporada de balanços das empresas de tecnologia, que atingiu seu auge nesta semana.
A crise global de memória teve um papel central na temporada de balanços das empresas de tecnologia, que atingiu seu auge nesta semana. O CEO da Apple, Tim Cook, alertou que isso é apenas o começo.
“Acreditamos que os custos de memória terão um impacto cada vez maior sobre nossos negócios”, disse Cook durante a sessão de perguntas e respostas da teleconferência de resultados da empresa na quinta-feira (30), após reiterar diversas vezes que a companhia enfrentou “restrições de oferta” no último trimestre. “Continuaremos avaliando isso.”
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O relatório de resultados da Apple, que superou expectativas em praticamente todos os indicadores e trouxe uma projeção de receita acima do esperado, foi divulgado um dia após Meta e Microsoft afirmarem que o aumento dos preços de memória contribuiu para elevar suas previsões de investimentos em capital para o ano.
Ao projetar US$ 190 bilhões em investimentos para 2026 — alta de 61% em relação ao ano anterior — a diretora financeira da Microsoft, Amy Hood, disse em teleconferência que espera um impacto de US$ 25 bilhões devido ao aumento nos preços de componentes. A Meta destacou que “expectativas de preços mais altos de componentes” contribuíram para elevar sua projeção de capex de US$ 135 bilhões para até US$ 145 bilhões.
Em todo o setor de tecnologia, executivos vêm expressando preocupação com a disparada nos preços da memória, que enfrenta escassez global devido à demanda insaciável por infraestrutura de inteligência artificial. Cada nova geração de chips da Nvidia — peça central do boom da I.A. — incorpora mais memória, agravando ainda mais um mercado já pressionado.
A fabricante de memória Micron, cujas ações subiram cerca de 570% no último ano, vem trabalhando para expandir sua capacidade, assim como concorrentes Samsung e SK Hynix. Com chips de I.A. e data centers consumindo grande parte da oferta, a memória destinada a dispositivos de consumo, como PCs e smartphones, está cada vez mais escassa — e, consequentemente, mais cara.
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Por isso, o tema ganhou tanto destaque na teleconferência da Apple.
Cook afirmou que o crescimento de receita de 17% no segundo trimestre fiscal superou as projeções da empresa “apesar das restrições de oferta”.
Ele disse que o impacto no trimestre encerrado em dezembro foi “mínimo” e que houve um efeito um pouco maior no período de março. Para o trimestre que se encerra em junho, Cook afirmou que o impacto mais relevante será em vários modelos de Mac, “diante dos níveis elevados de demanda que estamos observando”.
Analistas quiseram saber quais medidas a Apple pretende adotar, mas não obtiveram respostas concretas. Cook reiterou em algumas ocasiões: “Vamos avaliar uma série de opções”.
Desde janeiro, quando a memória voltada à I.A. começou a se esgotar, Wall Street vem questionando empresas de eletrônicos de consumo como Apple e Dell sobre como lidarão com a escassez — e se serão obrigadas a aumentar preços ou reduzir margens.
Leia também: Apple: quem já comandou a empresa? Veja a linha do tempo dos CEOs
“A Apple mostrou que nem mesmo os melhores operadores conseguem escapar totalmente da pressão no mercado de memória”, disse Jake Behan, chefe de mercados de capitais da Direxion. “O alerta de Tim Cook sobre custos ‘significativamente mais altos’ nos próximos trimestres mostra o quão real é essa crise de oferta impulsionada pela I.A. para toda a indústria.”
Até agora, a Apple conseguiu evitar aumentos significativos de preços. Em março, a empresa anunciou diversos novos produtos, incluindo o iPhone 17e, um iPad Air atualizado com chip M4 em versões de 11 e 13 polegadas, além do MacBook Neo, um notebook de baixo custo cuja demanda, segundo Cook, superou as expectativas.
O desafio envolvendo a memória deve recair em breve sobre o futuro CEO John Ternus, atual chefe de hardware da Apple, que assumirá o comando da empresa em setembro.
William Kerwin, analista da Morningstar, afirmou à CNBC por e-mail que uma das opções para a Apple seria firmar contratos de fornecimento de longo prazo para garantir preços mais favoráveis. Ele destacou que a fabricante de memória Sandisk mencionou “diversos novos acordos desse tipo” em sua teleconferência de resultados.
A analista Laura Martin, da Needham, disse que, embora não saiba exatamente a quais opções Cook se referia, não é um bom sinal ver restrições de capacidade “em uma empresa cuja principal competência é hardware”.
Wall Street reagiu de forma relativamente tranquila à notícia, impulsionando as ações da Apple com base na projeção de crescimento de receita entre 14% e 17% para o trimestre atual — acima das expectativas de 9,5%, segundo dados da LSEG.
Leia também: Apple: como será a transição entre Tim Cook e John Ternus
Gil Luria, analista da D.A. Davidson, afirmou que a Apple conseguiu evitar aumentos de preços do iPhone até agora, mas que “os acordos com fornecedores de memória podem precisar mudar”. Entre as possibilidades, ele citou reduzir a quantidade de memória nos produtos, elevar os preços dos aparelhos ou absorver parte dos custos adicionais, o que reduziria as margens.
A analista da IDC, Nabila Popal, afirmou que as opções podem incluir aumentos de preço nos iPhones, mas não de forma uniforme entre todos os modelos.
“Acredito que eles vão concentrar os aumentos nas versões Pro/Max, mantendo o modelo básico com o mesmo preço no próximo ciclo”, disse.
Alguns analistas avaliam que a escassez de memória pode representar uma oportunidade para a Apple ganhar participação de mercado neste ano, já que outros fabricantes enfrentam desafios ainda maiores.
Kerwin, da Morningstar, afirmou estar “impressionado com a rentabilidade da Apple em meio à forte inflação nos preços de memória”.
Behan, da Direxion, concordou que a empresa está melhor posicionada do que a maioria.
“A escala da Apple, a solidez do seu balanço e sua abordagem relativamente conservadora em investimentos provavelmente lhe darão mais flexibilidade do que a maioria para lidar com essas restrições ao longo do tempo”, concluiu.
Leia mais: Apple: os números que marcaram a gestão de Tim Cook
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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