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Trump ataca Suprema Corte, anuncia nova ofensiva comercial e reivindica ‘direito absoluto’
Publicado 16/03/2026 • 07:24 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/03/2026 • 07:24 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter autoridade para impor tarifas por outros mecanismos, mesmo após a Suprema Corte americana ter anulado suas tarifas globais no mês passado. Em postagem longa na Truth Social, na madrugada desta segunda (16), o republicano reafirmou sua agenda comercial e renovou ataques ao sistema judiciário e ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
“Tenho o direito absoluto de impor tarifas de outra maneira, e comecei a fazê-lo”, escreveu Trump. A declaração faz referência a investigações comerciais abertas por seu governo contra diversos países, além de uma tarifa de 10% sobre importações já instituída por ordem executiva logo após a derrota no tribunal.
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A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou, no mês passado, as tarifas globais impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Por 6 votos a 3, os ministros entenderam que o presidente extrapolou sua autoridade ao taxar importações sem autorização do Congresso.
Trump não poupou críticas ao tribunal. Agradeceu nominalmente aos três ministros que votaram a seu favor e acusou os demais de favorecer países que, segundo ele, prejudicam os Estados Unidos há décadas. “Nossa Suprema Corte se tornou pouco mais do que uma organização política armada e injusta”, escreveu.
Na mesma série de publicações, Trump voltou a atacar o juiz federal James Boasberg, que dias antes havia anulado intimações do Departamento de Justiça ao presidente do Fed. As intimações faziam parte de uma investigação sobre os custos das reformas na sede do banco central americano em Washington.
“O que Boasberg fez no caso de ‘Tarde Demais’ Powell e em muitos outros tem pouco a ver com a lei e tudo a ver com política”, escreveu Trump, usando o apelido que costuma atribuir ao chefe do Fed.
O juiz havia concluído que as intimações foram emitidas para pressionar Powell a votar por juros mais baixos ou a renunciar ao cargo, e não por motivação genuinamente investigativa.
Trump defende juros mais baixos e acusa Powell de ser excessivamente lento na redução das taxas. As críticas ao presidente do Fed são recorrentes e se intensificaram nos últimos meses, à medida que o banco central manteve uma postura de cautela diante das incertezas geradas pela própria política comercial do governo.
O mandato de Powell como presidente do Fed expira em maio. O republicano já indicou Kevin Warsh como seu substituto, mas a confirmação no Senado enfrenta resistência do senador Thom Tillis, que prometeu bloquear a votação enquanto a investigação contra Powell não for encerrada.


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