CNBC
Donald Trump e Sanae Takaichi - Taiwan

CNBCTóquio nega virada na política sobre Taiwan após alerta de inteligência americana

Notícias do Brasil

Guerra no Irã está ampliando os desafios das decisões de juros dos bancos centrais europeus

Publicado 19/03/2026 • 09:23 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra, o Riksbank da Suécia e o Banco Nacional Suíço divulgam nesta quinta-feira suas mais recentes decisões de política monetária.
  • A guerra no Irã desestabilizou o equilíbrio econômico da Europa, ameaçando o fornecimento de energia, o crescimento e as perspectivas para os preços ao consumidor.
  • Os bancos centrais demonstravam tranquilidade em relação às projeções de crescimento e inflação para os próximos anos, mas a incerteza em torno da guerra no Irã pode alterar essas previsões.
Petróleo

Foto: freepik.

Petróleo

Antes do início da guerra no Irã, no fim de fevereiro, os bancos centrais europeus desfrutavam de um cenário de inflação mais favorável, com as taxas de juros parecendo destinadas a permanecer estáveis ou continuar em queda na região.

No entanto, o conflito desestabilizou esse equilíbrio econômico, ameaçando o fornecimento de energia da Europa, o crescimento e as perspectivas para os preços ao consumidor. As expectativas em relação às taxas de juros no continente foram profundamente alteradas.

Nesta quinta-feira (19), o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra, o Riksbank da Suécia e o Banco Nacional Suíço divulgam suas mais recentes decisões de política monetária. Também é esperado que cada instituição apresente seus primeiros comentários sobre como a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã — iniciada no fim de fevereiro — deve impactar suas decisões.

Leia mais: ‘Dono do Master é Tanure’ e Vorcaro era ‘pau-mandado’, diz gestor à CPI do Crime Organizado

Banco Nacional Suíço

O Banco Nacional Suíço manteve sua principal taxa de juros em 0,00% nesta quinta-feira, afirmando que sua “disposição para intervir no mercado de câmbio aumentou” no contexto do conflito no Oriente Médio.

Segundo a instituição, essa intervenção, se necessária, serviria para conter qualquer “valorização rápida e excessiva do franco suíço, que colocaria em risco a estabilidade de preços na Suíça”.

O banco também destacou que a guerra tornou o cenário econômico consideravelmente mais incerto.

“No cenário-base, o Banco Nacional Suíço prevê que o aumento dos preços de energia elevará a inflação em muitos países no curto prazo. Além disso, o crescimento econômico global deve desacelerar temporariamente”, afirmou.

Embora a elevada volatilidade e as fortes oscilações do franco suíço possam ampliar o espaço para intervenções cambiais, Dani Stoilova, economista para Reino Unido e Europa da BNP Paribas Markets 360, disse não esperar que as perspectivas de intervenção do banco reduzam de forma significativa a busca por ativos seguros em meio à incerteza geopolítica.

Leia mais: Powell diz que impacto do Oriente Médio na economia dos EUA ainda é incerto

Riksbank da Suécia

O Riksbank também manteve sua taxa básica de juros em 1,75% na reunião desta quinta-feira.

O banco afirmou que “a taxa deve permanecer nesse nível por algum tempo”, mas alertou que a guerra no Irã exige “vigilância”.

Embora o conflito no Oriente Médio torne as projeções altamente incertas, a instituição disse que continuará monitorando de perto os desdobramentos e ajustará a política monetária caso as perspectivas para inflação e atividade econômica assim exijam.

Na Suécia, segundo o Riksbank, existem condições estruturalmente favoráveis para a continuidade da recuperação econômica, com a inflação (atualmente em 1,7%) ainda abaixo da meta de 2%.

“A inflação subjacente tem sido surpreendentemente baixa nos resultados recentes. Espera-se que a guerra no Oriente Médio desacelere o crescimento no curto prazo e eleve a inflação medida pelo CPIF em razão do aumento dos preços de energia, que também tendem a ser repassados, em alguma medida, para outros preços.”

Banco Central Europeu

Mesmo antes do início da guerra, não se esperava que o Banco Central Europeu alterasse sua taxa de referência, já que a inflação na zona do euro permanecia próxima da meta de 2%. Dados preliminares mais recentes da Eurostat mostraram que a inflação subiu para 1,9% em fevereiro, ante 1,7% em janeiro.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, já havia afirmado, na última reunião em fevereiro, que o cenário econômico da zona do euro estava “em boa posição”, mas alertou contra a complacência — um aviso que agora parece ainda mais pertinente.

Investidores estarão atentos às sinalizações do BCE nesta quinta-feira em busca de pistas sobre como o banco pode reagir, à medida que o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã reduz o fornecimento de petróleo e gás à região, elevando os custos de energia e as pressões inflacionárias.

“Esperamos que o BCE mantenha a taxa de depósito em 2% pela sexta reunião consecutiva”, afirmou Konstantin Veit, gestor de portfólio da PIMCO. “Acreditamos que o banco destacará o aumento da incerteza geopolítica e adotará um tom mais duro, em vez de alterar a política imediatamente.”

“Na nossa visão, as novas projeções devem indicar um aumento temporário da inflação devido à alta dos preços de energia, antes de retornar a 2% no próximo ano”, acrescentou, prevendo que a inflação atinja cerca de 3% neste ano, com a energia contribuindo com aproximadamente 1 ponto percentual.

Banco da Inglaterra

O Banco da Inglaterra era esperado para reduzir sua principal taxa de juros, conhecida como “Bank Rate”, na reunião de março, aliviando a pressão sobre famílias e empresas diante dos altos custos de crédito.

No entanto, economistas afirmam que os desdobramentos da guerra tornaram essa possibilidade cada vez mais remota. O comitê de política monetária (MPC) deve agora adotar uma postura mais cautelosa e manter a taxa em 3,75% enquanto avalia a duração do conflito.

“O Banco da Inglaterra dificilmente surpreenderá esta semana”, afirmou John Wyn Evans, chefe de análise de mercado da Rathbones.

“Cortes de juros que antes pareciam plausíveis para a primavera foram totalmente descartados, e uma alta mais adiante no ano não pode ser excluída”, disse. Diante da incerteza sobre a duração do conflito, “o cenário mais provável é de manutenção: sem aperto, mas certamente sem afrouxamento até que o cenário fique mais claro”.

Leia mais: Petróleo Brent atinge US$ 119 e preços do gás na Europa disparam após ataques a instalações energéticas no Catar e no Irã

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Notícias do Brasil

;