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Cofundador da Super Micro deixa conselho após ser indiciado por contrabando de chips da Nvidia
Publicado 20/03/2026 • 18:48 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 20/03/2026 • 18:48 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
A Super Micro Computer informou que o cofundador Yih-Shyan “Wally” Liaw renunciou ao conselho da companhia após ser indiciado nos Estados Unidos por suposto contrabando de equipamentos com chips de inteligência artificial da Nvidia para a China.
A acusação foi tornada pública após um tribunal federal divulgar o indiciamento na quinta-feira (19). Além de Liaw, também foram citados o gerente de vendas Ruei-Tsan “Steven” Chang e o contratado Ting-Wei “Willy” Sun. A empresa informou que colocou Liaw e Chang em licença administrativa e encerrou a relação com Sun.
“Após a renúncia do Sr. Liaw, o conselho da companhia passa a ser composto por oito diretores”, informou a empresa em comunicado divulgado na noite de sexta-feira. “Não há mudanças na estrutura dos comitês”, acrescentou.
Leia também: Ações da Super Micro despencam após fabricante de servidores divulgar resultados financeiros preliminares fracos
As ações da Super Micro registraram forte queda, com recuo de 33% no pregão, após a divulgação do caso.
A companhia também anunciou a nomeação de DeAnna Luna como diretora interina de compliance. A executiva, que ingressou na empresa vinda da Intel em 2024, atuava como vice-presidente de comércio global e conformidade com sanções.
Segundo a acusação, uma empresa do Sudeste Asiático atuava como intermediária, criando documentação falsa para simular que utilizaria os servidores, enquanto uma empresa de logística reembalava os equipamentos para ocultar o destino final na China.
Leia também: Micron supera expectativas com IA, mas CEO alerta para escassez de chips até 2028
Os investigados teriam utilizado servidores “fictícios” (dummy) para enganar a equipe de compliance, enquanto os equipamentos reais já haviam sido enviados ao país asiático. Também teriam pressionado a equipe interna para aprovar as remessas e repetido a estratégia durante uma inspeção de um agente de controle de exportações dos EUA.
De acordo com o indiciamento, o esquema teria gerado cerca de US$ 2,5 bilhões (R$ 13,15 bilhões) em vendas desde 2024. Entre o fim de abril e meados de maio de 2025, cerca de US$ 510 milhões (R$ 2,68 bilhões) em servidores teriam sido enviados à empresa intermediária e posteriormente à China.
O documento afirma ainda que os equipamentos, equipados com GPUs da Nvidia, foram exportados sem a devida licença do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, exigida para esse tipo de tecnologia sensível.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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