Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Gigantes do petróleo alertam para risco de escassez de energia com guerra no Irã prolongada
Publicado 25/03/2026 • 12:59 | Atualizado há 3 horas
Trump diz que pode enviar a Guarda Nacional a aeroportos para “reforçar apoio”
Gigantes do petróleo alertam para risco de escassez de energia com guerra no Irã prolongada
Guerra no Irã pode esfriar ainda mais mercado de trabalho já travado, dizem economistas
Irã não vai aceitar esforços dos EUA por um cessar-fogo na guerra, diz mídia estatal
Conflito no Oriente Médio pressiona economia global e acende alerta no Brasil, afirma especialista
Publicado 25/03/2026 • 12:59 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Adam Cohn / Flickr
Executivos de grandes companhias de energia da Europa emitiram um alerta sobre riscos crescentes de escassez de energia, em meio à guerra no Irã e às restrições de acesso pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Com a volatilidade elevada, o preço do petróleo disparou cerca de 40% nas últimas semanas, chegando a se aproximar de US$ 120 (R$ 630,00) por barril, em meio a preocupações com uma possível redução na oferta global.
Os impactos têm sido mais intensos, até agora, na Ásia, com as Filipinas declarando emergência energética e a Coreia do Sul se preparando para “cenários extremos”. No Japão, a primeira-ministra Sanae Takaichi solicitou à Agência Internacional de Energia (IEA) uma nova liberação de estoques globais, após a entidade já coordenar a liberação de 400 milhões de barris de petróleo entre países-membros.
Leia também: Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz
O Japão também anunciou a liberação de estoques nacionais, além de acessar reservas da IEA ao longo do mês, em tentativa de mitigar os efeitos da crise.
Agora, cresce o temor de que a pressão sobre a oferta avance para a Europa. “O sul da Ásia foi o primeiro a sentir o impacto… isso deve chegar com mais força à Europa em abril”, afirmou Wael Sawan, CEO da Shell, durante evento em Houston. Ele também alertou que não há “segurança nacional sem segurança energética”.
Governos europeus já começaram a reagir. A Eslovênia se tornou o primeiro país do continente a adotar racionamento de combustíveis, enquanto a Espanha aprovou pacote de ajuda de 5 bilhões de euros (US$ 5,8 bilhões – R$ 30,45 bilhões), incluindo redução de impostos sobre energia e subsídios para transporte, agricultores e fertilizantes.
Leia também: Dólar recua com queda do petróleo, enquanto cessar-fogo no Oriente Médio segue incerto
Segundo Patrick Pouyanné, CEO da TotalEnergies, o mercado de derivados de petróleo está “deslocado”, o que explica a alta dos preços de gasolina e diesel e a insatisfação da população. Ele também demonstrou preocupação com a tentativa europeia de recompor estoques de gás no verão, em meio à forte demanda asiática, projetando preços de 40 euros por megawatt-hora para o gás natural liquefeito (GNL) caso o conflito persista.
No Reino Unido, a ministra das Finanças, Rachel Reeves, afirmou que há planos de contingência para proteger famílias e empresas, mas descartou um resgate amplo, indicando que o governo pretende agir de forma “ágil”.
A Enquest, produtora focada no Mar do Norte, também alertou para impactos “significativos” no médio e longo prazo, com a retirada de 2 a 3 milhões de barris por dia do mercado devido à perda de produção. Segundo a empresa, a capacidade excedente global pode permanecer comprometida por anos.
O CEO da companhia, Amjad Bseisu, reforçou a preocupação com o futuro do Estreito de Ormuz, destacando que “o futuro não é claro” para a região e, consequentemente, para o abastecimento global de energia.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Os 20 maiores FIDCs do Brasil: veja quem lidera o novo crédito fora dos bancos
2
Estados Unidos pressionam acordo por terras raras, mas Brasil não corresponde
3
Cidadania europeia cada vez mais difícil: Portugal e Itália mudam regras e afetam brasileiros
4
Nubank vai usar estratégia de naming rights para reabrir o Cine Copan
5
Palmeiras acelera modelo bilionário e se aproxima da meta com ativos valorizados na seleção; entenda