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Conflito no Oriente Médio pressiona economia global e acende alerta no Brasil, afirma especialista
Publicado 25/03/2026 • 09:10 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 25/03/2026 • 09:10 | Atualizado há 3 meses
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Foto: Freepik
O confronto no Oriente Médio volta a acender um alerta importante para a economia global. O risco sobre rotas estratégicas aumenta, a energia e o frete ficam mais caros, e o cenário de incerteza começa a aparecer nas cadeias produtivas.
No Brasil, a dependência da importação de diesel torna o cenário ainda mais sensível. A escalada pode comprometer o comércio global e pressiona ainda mais os preços, segundo Aloysio Nunes Ferreira, ex-ministro das Relações Exteriores e assessor da presidência da Apex. Em entrevista no programa Pré-Market, o especialista afirma a situação ainda é muito preocupante, porque não se sabe qual é o desdobramento militar desse conflito: “há uma atmosfera de irracionalidade nesse processo que torna tudo muito imprevisível.”
Segundo a análise do ex-ministro, o decorrer das negociações falhas entre Estados Unidos e Irã, anteriormente a guerra, provocou uma incerteza geral naquela região, e os conflitos afetam a produção do petróleo e também a comercialização deste mesmo, devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz: “Quanto tempo vai demorar a reconstrução daquilo que foi construído e que foi destruído, especialmente nos campos produtores de gás? Tudo isso vai continuar afetando o preço do petróleo e, portanto, o preço da vida.“
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Siga o Times | CNBCSobre as possíveis rotas alternativas para a economia brasileira lidar de maneira mais firme cenário de incerteza, Aloysio afirma que durante muito tempo, a economia brasileira se contentou apenas no mercado interno, mas que hoje, o Brasil tem uma busca de novos partidos: “O Brasil está muito conectado com o mundo, com os Estados Unidos, Europa, que é o principal investidor no Brasil. O principal estoque de investimento estrangeiro no Brasil, vem da Europa.”
De acordo com Aloysio, o país tenta elevar seu patamar de relacionamentos com outros países, sobretudo os vizinhos da América Latina. Ele termina dizendo que, agora, “a partir do acordo de associação econômica com a União Europeia, que entra em vigor a partir da aplicação provisória de 1° de maio, uma nova fronteira é aberta, e um novo um novo horizonte mais impedido de comércio com a União Europeia. No que o Brasil joga, tem que ser assim. Aliás, sempre foi assim“, finaliza.
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