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Lulinha manteve amizade com ex-sócio da Fictor investigado pela PF
Publicado 26/03/2026 • 11:12 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 26/03/2026 • 11:12 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manteve nos últimos dois anos uma relação de amizade com Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio da Fictor e alvo da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (25).
Segundo pessoas próximas, Lulinha chegou a ser alertado sobre a conveniência de manter conexões ou eventual relação comercial com o grupo, diante de suspeitas que já circulavam no mercado financeiro sobre a Fictor. As informações são do Estadão.
Procurada pelo jornal, a defesa afirmou que ele “nunca teve relação comercial com Luiz Phillippe Rubini”.
Leia também: Quem são os alvos da Operação Fallax? PF investiga fraudes contra a Caixa Econômica Federal
De acordo com relatos à reportagem, Lulinha encontrou Rubini tanto na sede da empresa quanto em jantares entre amigos. À época em que se conheceram, a Fictor ainda tinha pouca projeção no setor financeiro.
A empresa ganhou visibilidade após tentar comprar o Banco Master, de Daniel Vorcaro, em operação anunciada em novembro de 2025. O negócio acabou barrado pelo Banco Central. No dia seguinte ao anúncio, o Master foi liquidado.
A companhia já havia ampliado sua exposição ao patrocinar o Sociedade Esportiva Palmeiras e, posteriormente, quando Rubini passou a integrar o Conselho do Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o “Conselhão”, reativado no início do terceiro mandato de Lula.
Integrantes do grupo acompanharam uma comitiva presidencial à China, viagem da qual Lulinha também participou ao lado do ex-sócio da Fictor e de outros empresários.
Leia também: Por que CEO da Fictor virou alvo da PF na operação Fallax em São Paulo
Reportagem do Estadão aponta que Rubini buscava aproximação com pessoas ligadas ao governo federal. Ele era o locador de uma casa no Lago Sul, em Brasília, utilizada pela Fictor para articulações políticas. No imóvel, foi realizado um evento com integrantes do PT e discutida estratégia para levar à CPI do INSS um dossiê contra uma testemunha considerada aliada de bolsonaristas por governistas.
Nesta quarta-feira, Rubini foi alvo de busca e apreensão na Operação Fallax, que investiga a atuação de uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que, segundo a apuração, superam R$ 500 milhões.
Leia também: Lulinha foi à Finlândia com diária de R$ 37 mil paga por lobista financiada pelo Careca do INSS
De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que “a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos”.
Para isso, essas instituições financeiras contavam com funcionários para inserir dados falsos nos sistemas bancários, o que viabilizava saques e transferências indevidas.
Em seguida, os envolvidos convertiam os valores em bens de luxo e criptoativos, para dificultar o rastreamento. Os investigados podem responder pelos crimes de:
Se comprovada a realização de todos esses crimes, cada envolvido pode ter penas que, somadas, ultrapassam os 50 anos de cadeia.
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