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Sem medo da disparada do petróleo: mercado aponta setores anticrise como refúgio em meio à volatilidade
Publicado 27/03/2026 • 22:12 | Atualizado há 3 horas
Publicado 27/03/2026 • 22:12 | Atualizado há 3 horas
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Foto: Freepik.
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O mercado de petróleo vive um vaivém intenso. Depois de superar os US$ 110 e mergulhar subsequentemente diante da possível descompressão no conflito no Irã, a commodity passou a ditar uma nova dança nos portfólios.
Gestores profissionais estão reposicionando capital, ampliando exposição a setores ligados a matérias-primas e fortalecendo mecanismos de proteção contra riscos geopolíticos. A leitura é direta: tensões externas podem transbordar e atingir a economia de forma mais ampla.
A escalada recente nos preços de energia, impulsionada pelo cenário no Oriente Médio, levou investidores a revisar estratégias globais. A prioridade segue sendo manter presença em ações, mas com diversificação maior – tanto entre setores quanto entre regiões capazes de absorver inflação elevada e oscilações mais bruscas.
A dinâmica atual do mercado de petróleo tem o potencial de reconfigurar a paisagem econômica global, com consequências amplamente desiguais entre as regiões e os setores. Segundo Leticia Moschioni, sócia da Finscale, países com grandes reservas de petróleo e gás, como os membros da OPEC (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), particularmente os do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, devem se beneficiar diretamente do aumento nos preços do petróleo.
“Além disso, economias como a Rússia, que se beneficia das exportações de energia, também são menos impactadas negativamente pela alta dos preços, já que a elevação nos preços do barril pode impulsionar suas receitas fiscais e melhorar sua balança comercial”, afirma.
Já países como os Estados Unidos e o Canadá, que produzem grandes volumes de petróleo de forma independente, principalmente com a extração de xisto, tendem a se beneficiar em parte, mas também enfrentam o risco de aumentos nos custos de produção, dependendo do nível dos preços globais.
Parte do mercado avalia que a valorização do petróleo não invalida o investimento em renda variável. Ainda há incerteza sobre a duração e a intensidade de eventuais interrupções na oferta, mas um ambiente econômico considerado sólido tende a oferecer alguma sustentação aos mercados.
Segundo Leticia Moschioni, sócia da Finscale, os setores menos vulneráveis a essas flutuações incluem tecnologia e serviços financeiros, especialmente aqueles que não dependem diretamente do transporte ou de commodities energéticas.
“O setor de tecnologia, com sua crescente digitalização e dependência de mão-de-obra e insumos não relacionados ao petróleo, pode ser relativamente imune, a menos que uma recessão global desencadeada pela alta do petróleo prejudique o consumo de produtos tecnológicos”, afirma.
Já o setor financeiro também pode se proteger com a alocação em ativos de menor risco, como os títulos de dívida soberana de economias mais resilientes, ou até mesmo por meio de estratégias de hedging em relação ao petróleo.
Já João Daronco, analista CNPI da Suno Research, afirma que os setores mais resilientes e beneficiados são os de produção de petróleo upstream, tendo em vista que o seu principal produto tem uma melhoria significativa nos preços. Utilities também devem avançar, à medida em que a matriz energética do Brasil é voltada para hidrelétricas, na opinião do especialista.
“Se o conflito se prolongar, setores mais cíclicos tendem a sofrer mais, como o agrícola, o de proteína e também a indústria de forma geral, refletindo o impacto mais amplo do aumento de custos e da desaceleração da atividade”, diz Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação de que custos mais altos de energia pressionem a inflação e reduzam o ritmo de crescimento. O choque no petróleo também pode acelerar uma troca de protagonismo no mercado. Há um movimento em direção a empresas menores, com maior diversificação de carteiras e menor dependência das gigantes.
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