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Empresas & Negócios

BYD tem primeira queda de lucro em quatro anos e perda de força na China

Publicado 27/03/2026 • 21:24 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Setor entra em fase “brutal” de competição, descrita pela própria BYD como um estágio de “mata-mata”
  • Montadora cai do 1º para o 4º lugar no mercado chinês no primeiro bimestre
  • Margens pressionadas e crescimento mais fraco refletem ambiente de demanda doméstica mais fraca e disputa mais intensa

Divulgação

A BYD registrou em 2025 sua primeira queda anual de lucro em quatro anos, num resultado que reforça a perda de tração da montadora justamente quando a concorrente Geely ganha terreno no maior mercado automotivo do mundo. A fabricante informou lucro líquido de 32,6 bilhões de yuans no ano passado, recuo de 19% na base anual.

A receita da companhia até cresceu, mas em ritmo bem mais fraco. O faturamento avançou 3,5%, para 803,9 bilhões de yuans, alta mais lenta em seis anos. Ao mesmo tempo, a empresa viu a rentabilidade apertar: a margem bruta do segmento de automóveis e produtos relacionados caiu para 20,5%, recuo de 1,8 ponto percentual em relação a 2024, enquanto a margem líquida do grupo encolheu para 4,1%.

O resultado confirma a pressão descrita no próprio balanço da BYD, em que o presidente Wang Chuanfu afirma que a indústria de veículos de nova energia entrou em uma fase “brutal” de competição. “Também reconhecemos que a concorrência no setor de veículos de nova energia atingiu um nível febril e atravessa uma fase brutal de mata-mata”, escreveu Chuanfu no relatório.

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O relatório também mostra que o lucro bruto recuou mesmo com a alta de receita, de 151,1 bilhões para 142,7 bilhões de yuans, sinal de compressão de margens em meio à guerra de preços e ao enfraquecimento da demanda doméstica. Relatório anual da BYD

A BYD também reduziu o número de funcionários em 10,2% no ano passado, para 869.622, na primeira queda anual divulgada pela companhia. No quarto trimestre, o lucro despencou 38,2%, para 9,3 bilhões de yuans, no terceiro trimestre seguido de retração.

A piora ocorre num momento em que a companhia perdeu força em casa. Em fevereiro de 2026, as vendas globais da BYD caíram 41,1% na comparação anual, na maior retração para o mês desde o choque da pandemia em 2020. Foi o sexto recuo consecutivo. No acumulado de janeiro e fevereiro, a queda chegou a 35,8%, com as vendas domésticas despencando 65% em fevereiro. Com isso, a montadora caiu do primeiro para o quarto lugar no mercado chinês no primeiro bimestre.

Do outro lado, a Geely atravessa um momento bem mais confortável. A companhia anunciou receita de 345,2 bilhões de yuans em 2025, alta de 25%, e core profit de 14,41 bilhões, avanço de 36%. As vendas somaram 3.024.567 veículos no ano, 39% acima de 2024. Em 2026, a empresa vendeu 270.167 unidades em janeiro e 206.160 em fevereiro, totalizando 476.327 veículos no bimestre.

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A diferença de desempenho ajuda a explicar por que a BYD passou a ser vista com mais cautela pelo mercado. A empresa perdeu parte da vantagem tecnológica que antes sustentava suas linhas mais acessíveis, como Dynasty e Ocean, enquanto rivais como Geely e Leapmotor encurtaram a distância. Ao mesmo tempo, a expiração de incentivos e a revisão de subsídios na China atingiram em cheio a BYD, mais exposta a modelos de menor preço.

Apesar da pressão interna, o exterior continua sendo um alívio parcial para a montadora. O balanço mostra que a receita fora da China passou a responder por 38,65% do faturamento total em 2025, acima dos 28,55% de 2024. A própria BYD destacou 1,05 milhão de NEVs exportados no ano e 310,7 bilhões de yuans em receita no exterior.

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