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Inadimplência chega em 4,3% no Brasil e famílias comprometem 29% da renda com dívidas, diz BC
Publicado 30/03/2026 • 14:20 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 30/03/2026 • 14:20 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Freepik
Inadimplência bate novo recorde no Brasil e atinge 8,9 milhões de empresas; entenda o impacto
A inadimplência na carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) avançou 0,2 ponto percentual em fevereiro e chegou a 4,3%, segundo as Estatísticas monetárias e de crédito divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (30).
Segundo o documento, mesmo com alta no crédito, a inadimplência de pessoas jurídicas subiu 0,2 p.p., para 2,6%, e a de pessoas físicas avançou na mesma proporção, para 5,2%.
No crédito com recursos livres, a inadimplência também subiu 0,2 p.p. no mês, alcançando 5,5%, com aumentos equivalentes nas carteiras de empresas e famílias.
🔍 A taxa de inadimplência do SFN é calculada pelo Banco Central com base na proporção de operações de crédito com atraso superior a 90 dias em relação ao estoque total de crédito do sistema. O indicador agrega e faz uma média ponderada das carteiras de pessoas físicas e jurídicas em todas as modalidades, de crédito livre a direcionado, e serve como termômetro da saúde financeira de famílias e empresas frente às suas obrigações com o sistema bancário.
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A taxa média de juros nas concessões avançou 0,3 p.p. no mês e 2,6 p.p. em doze meses, chegando a 33% ao ano em fevereiro. O spread bancário alcançou 22,1 p.p., com acréscimo mensal de 0,5 p.p. e de 2,8 p.p. em doze meses.
No crédito livre às famílias, a taxa média chegou a 62,0% ao ano, com avanço de 1,0 p.p. no mês e de 5,4 p.p. em doze meses.
O cartão de crédito rotativo foi o destaque negativo, com alta de 11,4 p.p. na taxa média. Para as empresas, a taxa média no crédito livre ficou em 24,9% ao ano, com leve recuo de 0,1 p.p. no mês.
O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do SFN, atingiu 24,2% ao ano em fevereiro, com elevações de 0,3 p.p. no mês e de 1,9 p.p. em 12 meses.
O endividamento das famílias ficou em 49,7% em janeiro, estável no mês e 1,1 p.p. acima do registrado em doze meses. O comprometimento de renda subiu 0,1 p.p. no mês e 1,6 p.p. em doze meses, chegando a 29,3%.
🔍 O comprometimento de renda mede o percentual da renda mensal das famílias destinado ao pagamento de dívidas. Quando esse indicador se aproxima de 30%, economistas consideram que o orçamento familiar está sob pressão relevante, com menos espaço para consumo e maior risco de inadimplência futura.
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O estoque das operações de crédito do SFN alcançou R$ 7,1 trilhões em fevereiro, com crescimento mensal de 0,4%. O crédito às famílias avançou 0,6%, para R$ 4,5 trilhões, enquanto o crédito às empresas ficou estável em R$ 2,7 trilhões.
Em doze meses, o crédito apresentou menor ritmo de crescimento, com acréscimo de 9,6%, ante 10,1% registrado até janeiro. O crédito às pessoas jurídicas cresceu 7,1% na base anual, desacelerando frente aos 8,3% de janeiro. O crédito às pessoas físicas avançou 11,2%, levemente abaixo dos 11,3% do mês anterior.

Entre as modalidades com recursos livres para pessoas físicas, o crédito consignado privado liderou a expansão, com alta de 5,9% no mês. Aquisição de veículos subiu 1,3%, crédito pessoal não consignado avançou 1,2% e o consignado para beneficiários do INSS cresceu 1,5%. O cartão de crédito à vista recuou 2,9%, influenciado por três dias úteis a menos no mês.
No crédito direcionado, o financiamento imobiliário com taxas reguladas avançou 0,8% no mês, contribuindo para a expansão de 0,9% na carteira direcionada às famílias, que totalizou R$ 2,0 trilhões.
As concessões nominais somaram R$ 602,3 bilhões em fevereiro. Com ajuste sazonal, as novas contratações recuaram 0,5% no mês, com diminuição de 1,9% nas operações com pessoas jurídicas e aumento de 0,3% nas operações com pessoas físicas.
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