Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
IGP-M acelera em março e derivados de petróleo sinalizam pressão inflacionária à frente
Publicado 30/03/2026 • 09:01 | Atualizado há 5 meses
ALERTA DE MERCADO:
Ibovespa sobe 1,6% após Tesouro dos EUA aumentar recompra de títulos
Trump suspende tarifas de 50% impostas ao Canadá por três dias
Irã avalia ataques contra alvos dos EUA na Europa; Emirados Árabes Unidos interrompem comércio com Teerã
Pressão dos EUA para que aliados aumentem gastos com defesa pode resultar em mais estados nucleares
Disney processa governo Trump por exigir renovação antecipada das licenças da ABC
S&P 500 cai pela terceira sessão consecutiva, pressionado pela alta dos rendimentos dos títulos e dos preços do petróleo no mundo
Publicado 30/03/2026 • 09:01 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
IGP-M fica praticamente estável em dezembro (-0,01%) e fecha 2025 com queda de 1,05%
IGP-M fica praticamente estável em dezembro (-0,01%) e fecha 2025 com queda de 1,05%
O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) registrou alta de 0,52% em março, revertendo a queda de 0,73% observada em fevereiro. Com o resultado, o índice acumula alta de 0,19% no ano e deflação de 1,83% em 12 meses.
Em março de 2025, o indicador havia recuado 0,34% no mês, com acumulado de 8,58% em 12 meses. O dado foi apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgado nesta segunda-feira (30).
🔍 O que é o IGP-M e como é calculado: O IGP-M é composto por três índices com pesos distintos. O IPA, que mede a variação de preços no atacado, tem o maior peso, respondendo por 60% do índice. O IPC, que acompanha os preços ao consumidor final em sete capitais brasileiras, representa 30%. O INCC, que mede os custos da construção civil, completa o índice com os 10% restantes. Por refletir majoritariamente os preços no atacado e nas matérias-primas, o IGP-M tende a reagir mais rapidamente a choques externos, como variações cambiais e oscilações no mercado de commodities, antes que essas pressões cheguem ao consumidor final. Por isso, o índice é amplamente utilizado como referência de reajuste em contratos de aluguel e em tarifas de serviços públicos.
Leia também: Motor de avião da Delta pega fogo após decolagem e piloto faz retorno de emergência em Guarulhos
O movimento mais relevante do mês está no subgrupo de Produtos Derivados do Petróleo dentro do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). O segmento passou de -4,63% em fevereiro para 1,16% em março, sinalizando uma inversão de trajetória após meses de recuo.
Para Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a mudança está diretamente ligada ao agravamento do conflito geopolítico no Oriente Médio. “O agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio já se reflete nos preços de derivados de petróleo, indicando a disseminação dessas pressões para outros segmentos”, afirmou o economista.
Dias destacou ainda que, apesar de a taxa acumulada em 12 meses para o subgrupo permanecer em -14,13%, a inflexão na margem representa uma mudança de sinal relevante, associada à elevação da percepção de risco sobre a oferta global de petróleo diante da intensificação do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO IPA avançou 0,61% em março, revertendo a queda de 1,18% registrada em fevereiro. O estágio das Matérias-Primas Brutas foi o destaque, com aceleração de 0,67% após recuar 2,88% no mês anterior.
O grupo de Bens Finais subiu 0,80% em março, contra 0,12% em fevereiro. Já os Bens Intermediários avançaram 0,32%, após 0,01% no mês anterior.
Além dos derivados de petróleo, a agropecuária seguiu como fator de pressão. Dias apontou contribuições de bovinos, ovos, leite, feijão e milho para impulsionar a aceleração do índice no mês.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) repetiu a variação de 0,30% pelo segundo mês seguido. Entre as oito classes de despesa, cinco aceleraram: Alimentação (de 0,17% para 0,95%), Despesas Diversas (de 0,37% para 1,30%), Vestuário (de -0,43% para 0,14%), Transportes (de 0,53% para 0,61%) e Comunicação (de 0,01% para 0,14%). Recuaram Educação, Leitura e Recreação (de 0,72% para -1,71%), Habitação (de 0,33% para 0,28%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,12% para 0,08%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,36% em março, ligeiramente acima dos 0,34% de fevereiro. O grupo Mão de Obra foi o destaque, com avanço de 0,39% para 0,47%, enquanto Materiais e Equipamentos recuou de 0,30% para 0,28% e Serviços desacelerou de 0,36% para 0,24%.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Maiores Audiências
1
Quem são os credores da Casas Bahia?
2
Fiat Argo X chega para disputar liderança entre carros mais vendidos do Brasil
3
Claude vai marcar textos gerados por IA com marca d’água e dificultar o “copiar e colar”
4
Recuperação judicial de Casas Bahia, Marabraz e Tok&Stok escancara os gargalos do varejo
5
Cedro busca parceiros internacionais para porto de R$ 3,6 bilhões em Itaguaí, diz CEO José Carlos Martins