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Galípolo diz que ‘gordura’ dos juros altos deu espaço ao BC para iniciar corte da Selic mesmo com choque de petróleo
Publicado 30/03/2026 • 12:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 30/03/2026 • 12:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu nesta segunda-feira (30) a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de iniciar o ciclo de corte da Selic mesmo diante do choque de petróleo provocado pela guerra no Oriente Médio.
Para ele, a “gordura” acumulada ao longo de um período prolongado de juros elevados criou o espaço necessário para que a autarquia agisse sem comprometer a trajetória de desinflação. Galípolo participou de evento do banco J. Safra, em São Paulo.
“Essa gordura que foi acumulada com uma posição mais conservadora ao longo das últimas reuniões do Copom permitiu que, mesmo diante de novos fatos, esses novos fatos não alterassem a conjuntura como um todo”, afirmou o presidente do BC.
Na reunião de 18 de março, o Copom reduziu a taxa básica de juros de 15% para 14,75% ao ano, primeiro corte desde maio de 2024 e o patamar mais alto desde 2006.
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Galípolo foi enfático ao afirmar que ficou claro ao longo do ano que a política monetária tem surtido efeito. “A política monetária vem surtindo seu efeito, vem fazendo a sua transmissão para a economia”, disse, citando a desaceleração do crescimento e o ritmo das concessões de crédito como evidências.
O presidente do BC reconheceu que, dado o nível muito elevado da Selic, alguns economistas poderiam esperar sinais mais agudos desse efeito na economia. Para ele, porém, isso não invalida a avaliação de que a política monetária funciona. “Se você comparasse com outro país, era esperado que isso devia ter surtido um efeito ainda mais agudo, mas o efeito é de desaceleração, de crescimento menor, em especial nesses componentes mais cíclicos”, destacou.
Galípolo admitiu que a alta do preço do petróleo provocada pelo conflito pode levar a aumentos de preços e redução do PIB. Ainda assim, avaliou que o Brasil está em situação melhor do que outros países para enfrentar os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.
“Aqui no Brasil temos uma visão, acho que de primeiro momento, que era um impacto positivo para o PIB”, disse. Para o presidente do BC, o choque do petróleo no Brasil tem natureza distinta do observado historicamente, pois decorre de uma restrição de oferta, e não de elevação de demanda. “A gente aqui no Banco Central também tem uma visão de que provavelmente é inflação para cima e crescimento para baixo”, afirmou.
O dirigente lembrou ainda que o Brasil é exportador líquido de petróleo, o que coloca o país em posição relativamente mais favorável na comparação com seus pares. “Comparativamente a outros bancos centrais, que estão mais próximos de uma taxa de juros neutra, acho que juros elevados nos coloca em uma posição muito mais favorável quando comparado com os pares”, avaliou.
Galípolo reforçou que o BC não assumiu compromisso de reduzir juros no próximo encontro do Copom, marcado para 28 e 29 de abril. Segundo ele, a autarquia seguirá reagindo de maneira serena e parcimoniosa, sendo normal que a autoridade monetária esteja “sempre um pouquinho mais para o lado conservador na sua reação”.
O presidente do BC também comentou o cenário global, citando o crescimento da dívida pública mundial e as incertezas em torno dos investimentos em inteligência artificial como fatores de atenção. Apesar do ambiente desafiador, reiterou que o Brasil segue relativamente bem posicionado. “Todo mundo preferia estar em uma situação sem choques e riscos, mas comparado relativamente aos pares, o Brasil está em posição mais favorável”, concluiu.
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