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CNBCSpaceX faz pedido confidencial de IPO, preparando terreno para oferta recorde

Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

Amazon quer competir com a SpaceX (mas longe dos foguetes)

Publicado 02/04/2026 • 08:42 | Atualizado há 3 horas

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e negócios, com experiência nos principais veículos do Brasil e MBA pela FIA em parceria com a B3. Além de comandar esta coluna, é comentarista nos programas Agora e Real Time, nos quais analisa as principais movimentações do mercado.

Durante as primeiras duas décadas dos anos 2000, a Amazon adotou a diversificação como palavra-chave de seu negócio. Foi nesse período que a companhia expandiu para além do e-commerce e passou a investir em serviços de streaming, computação em nuvem e até no setor de saúde.

Agora, sob o comando de Andy Jassy, a empresa volta a intensificar a estratégia adotada por Jeff Bezos. Desta vez, o foco está no setor de telecomunicações — mais precisamente na possível aquisição da Globalstar, empresa de satélites que pode ser comprada em uma transação superior a US$ 9 bilhões.

Se conseguir concluir o negócio, a Amazon deve se tornar uma dor de cabeça para Elon Musk. Isso porque a Globalstar atua no mesmo mercado da Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX,

A estratégia da Amazon envolve utilizar a expertise da Globalstar para impulsionar sua própria rede de satélites, conhecida como Amazon Leo. Atualmente, a operação conta com pouco mais de 200 satélites, enquanto a Starlink já possui mais de 10 mil equipamentos em órbita.

No entanto, a Globalstar não deve impactar diretamente o número de satélites da Amazon Leo, já que possui apenas cerca de 25 unidades em operação. O principal interesse da aquisição está nos contratos que a empresa mantém para operar globalmente.

Trata-se de acordos burocráticos e regulatórios que envolvem direitos de uso de espectro, autorizações nacionais e coordenação internacional. Esses contratos são considerados difíceis de obter e podem levar anos para serem aprovados. Em outras palavras, a Amazon pode encontrar na Globalstar um atalho estratégico para expandir sua atuação global.

Ainda assim, a competição com a SpaceX não será fácil. Vale lembrar que a companhia de Elon Musk pretende protocolar seu pedido de IPO nos próximos dias. A expectativa é de que a empresa levante US$ 75 bilhões em sua oferta inicial de ações.

As negociações ainda estão em andamento e devem levar mais algumas semanas para serem concluídas. Amazon e Globalstar não comentaram oficialmente o assunto.

No mercado, as ações da Globalstar dispararam após a notícia circular na imprensa americana. Os papéis acumulam alta de 15% no pré-market desta quinta-feira (2). Nos últimos 12 meses, a valorização se aproxima de 230%.

Apple de olho

O possível acordo entre Amazon e Globalstar também interessa diretamente à Apple.

A fabricante do iPhone detém cerca de 20% de participação na Globalstar, após investir aproximadamente US$ 400 milhões na aquisição da fatia, além de aportar mais US$ 1,1 bilhão em funding para expandir a operação.

Isso significa que, caso a Apple decida vender sua participação a preços de mercado, o lucro pode variar entre US$ 300 milhões e US$ 1,4 bilhão, dependendo das condições da transação.

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