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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

Fim da parceria entre OpenAI e Disney escancara problemas da inteligência artificial

Publicado 25/03/2026 • 10:46 | Atualizado há 2 meses

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e negócios, com experiência nos principais veículos do Brasil e MBA pela FIA em parceria com a B3. Além de comandar esta coluna, é comentarista nos programas Agora e Real Time, nos quais analisa as principais movimentações do mercado.

Três meses após o anúncio de uma parceria de peso, OpenAI e Disney não vão mais operar juntas no mercado de inteligência artificial. O acordo de licenciamento de conteúdo da Disney para a produção de vídeos feitos por IA pela empresa de tecnologia foi encerrado.

Em dezembro, a Disney aceitou o contrato de licenciamento de mais de 200 personagens da companhia. O acordo, que girava em US$ 1 bilhão, previa que imagens de personagens como Homem-Aranha, Pateta, Woody, entre outros, pudessem ser utilizadas e manipuladas pela OpenAI por meio do aplicativo Sora.

Mas a OpenAI não vai seguir em frente com esse plano. De acordo com reportagens recentes, a companhia decidiu encerrar o Sora para concentrar investimentos em áreas consideradas mais lucrativas e prioritárias. Entre essas áreas estão ferramentas corporativas, soluções de programação e até robótica.

A decisão pegou a própria Disney de surpresa, mas um porta-voz da companhia afirmou que respeita a decisão da OpenAI. A tendência é que a Disney busque outras empresas de inteligência artificial para contratos semelhantes. Google, Anthropic e X são algumas das opções disponíveis, mas não há negociações em andamento no momento.

Dois pontos explicam a decisão da OpenAI de encerrar o Sora. O primeiro está ligado às críticas que a companhia vinha sofrendo por não conseguir controlar o conteúdo gerado. Há problemas relacionados ao uso inadequado de conteúdo e a possíveis violações de direitos autorais.

A segunda preocupação está relacionada ao aspecto financeiro. Assim que a parceria com a Disney foi anunciada, analistas de mercado começaram a questionar o valor investido em IA generativa. A principal dúvida era sobre quando um investimento bilionário teria retorno.

Sem um plano de negócios muito definido, a OpenAI atualmente ganha dinheiro com a cobrança de assinaturas de usuários que optam por planos pagos do ChatGPT.

A companhia também está testando a exibição de publicidade dentro dos resultados gerados no aplicativo. Em janeiro, a OpenAI afirmou que espera faturar "alguns bilhões de dólares" com publicidade em seus aplicativos nos próximos anos.

Em 2025, a companhia faturou US$ 20 bilhões, segundo fontes do mercado. Estudos sugerem que a receita pode se multiplicar em até 14 vezes até 2030, caso a empresa consiga emplacar seu plano de inserir anúncios nas plataformas que opera.

A expectativa é que a rentabilidade operacional aconteça apenas após esse crescimento de receita. Por ora, a companhia sobrevive principalmente graças às injeções bilionárias recebidas de investidores privados. Ao todo, a empresa já levantou mais de US$ 189 bilhões em aportes.

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