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O “diagnóstico” da Dasa segue preocupando os investidores
Publicado 30/03/2026 • 11:08 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 30/03/2026 • 11:08 | Atualizado há 2 meses
Depois de despencarem mais de 18% no pregão de sexta-feira (27), as ações da Dasa começaram a semana seguinte sem movimento de correção. Os papéis recuam mais de 14% por volta das 11h. Sinal claro de que o balanço divulgado na semana passada não agradou o mercado.
Nos resultados divulgados do quarto trimestre, a Dasa reportou perda líquida de R$ 948 milhões. O montante é 13,9% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Quando considerado o ano inteiro de 2025, a Dasa registrou prejuízo líquido de R$ 1,13 bilhão.
O prejuízo fez o ebitda ficar negativo em R$ 111 milhões. Uma mudança drástica em relação ao resultado positivo de R$ 403 milhões registrado um ano antes. A expectativa já era de um indicador mais fraco, mas não com números inferiores a zero.
As perdas são justificáveis por efeitos não recorrentes. Houve um deságio em relação a venda do hospital São Domingos. A operação que foi comprada em 2021 por R$ 2 bilhões foi negociada no começo deste ano por R$ 1,2 bilhão. Ajustes na organização societária também pesaram no balanço.
O mercado também não viu com bons olhos os números divulgados da joint venture com a Amil. Houve prejuízo no período e margens comprimidas. A operação, chamada de Ímpar, foi criada em setembro de 2025 e prometia sinergias entre as estruturas hospitalares e clínicas de cada companhia.
Quem tenta ver o copo meio cheio foca na redução da dívida líquida. O montante caiu 46% em 12 meses para R$ 5,4 bilhões. A alavancagem está em 2,67x, menor do que os 4,08x do fim de 2024. Mas fica o sinal de alerta: houve um leve aumento em relação ao terceiro trimestre.
Isso não foi o suficiente para acalmar o mercado, que iniciou um movimento agressivo de venda dos papéis. No ano, as ações da Dasa já acumulam queda de 47%.
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