Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Tesla reporta 358 mil entregas de veículos no primeiro trimestre, queda de 14%
Publicado 02/04/2026 • 16:00 | Atualizado há 3 horas
Petróleo Brent sobe 7% com escalada de Trump contra o Irã e bloqueio no Estreito de Ormuz
Como o Irã transformou uma pequena ilha em um “pedágio” do petróleo e reforçou seu pode sobre a energia global
Ameaça de Trump de atingir o Irã “com força extrema” abala ações, títulos e petróleo
Artemis II marca nova corrida espacial e deve ampliar impacto econômico da tecnologia, diz especialista
SpaceX faz pedido confidencial de IPO, preparando terreno para oferta recorde
Publicado 02/04/2026 • 16:00 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
A Tesla divulgou seu relatório de produção e entregas de veículos referente ao primeiro trimestre de 2026, mostrando recuo em relação ao período anterior, mas leve crescimento na comparação anual. A empresa vem registrando quedas anuais nos últimos dois anos.
Confira os principais números:
Analistas esperavam 370 mil entregas, segundo estimativas da StreetAccount, enquanto um consenso compilado pela própria Tesla e publicado em 26 de março apontava estimativa média de 365.645 entregas no primeiro trimestre.
Leia também: Tesla fecha acordo de US$ 4,3 bilhões com LG Energy Solution para baterias
As entregas cresceram 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a Tesla reportou 336.681 unidades. O primeiro trimestre de 2025 havia marcado uma queda de 13% frente ao primeiro trimestre de 2024. No total, as entregas da Tesla em 2025 recuaram para 1,64 milhão, ante 1,79 milhão em 2024.
O sedã de entrada Model 3 e os SUVs Model Y, os mais populares da empresa, responderam por 341.893 unidades no trimestre, segundo o relatório mais recente. As entregas são a aproximação mais próxima das vendas divulgadas pela montadora de veículos elétricos de Elon Musk, embora não sejam definidas com precisão nas comunicações aos acionistas.
Enquanto Musk tem redirecionado o foco da companhia para a produção do Cybercab autônomo e dos robôs humanoides Optimus, a Tesla ainda não comercializa esses produtos e continua dependente das vendas de automóveis para a maior parte de sua receita.
Em janeiro, a empresa anunciou o fim da produção de seus modelos de destaque Model S e Model X e informou que utilizará as linhas de montagem onde eram produzidos, em Fremont, na Califórnia, para fabricar os robôs Optimus.
Leia também: Tesla encerra produção dos modelos S e X para desenvolver robôs humanoides
Os modelos S e X já vinham em declínio há anos. Em 2025, os modelos 3 e Y representaram 97% das entregas da companhia. Musk afirmou em uma publicação em sua rede social X, na quarta-feira, que os pedidos dos modelos S e X “chegaram ao fim”, embora ainda haja algumas unidades em estoque. “Teremos uma cerimônia oficial para marcar o fim de uma era. Eu amo esses carros”, acrescentou.
A Cybertruck, de design angular e estrutura de aço, cujas entregas começaram no fim de 2023, não se tornou um sucesso de massa. A Tesla se prepara para ampliar as entregas do caminhão totalmente elétrico Semi em 2026, um veículo da classe 8 com autonomia prometida de 500 milhas.
No segmento de energia, a Tesla informou ter instalado 8,8 gigawatts-hora (GWh) de sistemas de armazenamento de energia em baterias no primeiro trimestre, após o recorde de 14,2 GWh registrado no quarto trimestre de 2025.
Os produtos de armazenamento de energia da empresa incluem as baterias residenciais Powerwall e os sistemas de maior porte Megapack e Megablock, utilizados em conjunto com data centers e concessionárias de energia.
Leia também: Resultados da Tesla saem hoje; mercado vai olhar para IA, energia e pressão no negócio de veículos
As ações da Tesla caíram 15% no primeiro trimestre, dando continuidade a uma tendência iniciada há dois anos. O papel recuou entre janeiro e março de 2024 e 2025, mas avançou nos demais trimestres, encerrando os anos em alta.
A queda nas vendas de veículos em 2025 foi atribuída ao aumento da concorrência global e a uma reação negativa de consumidores a Musk em razão de suas posições políticas. Além de seu apoio financeiro ao presidente Donald Trump e de sua atuação no segundo governo Trump, o CEO da Tesla manifestou apoio ao partido alemão anti-imigração AfD e ao ativista anti-Islã Tommy Robinson, no Reino Unido, entre outros.
A Tesla, e o mercado mais amplo de veículos elétricos nos Estados Unidos, também foi impactada pelo fim do incentivo federal de US$ 7.500 para a compra de novos veículos elétricos, encerrado em setembro.
Leia também: Marca da Tesla despenca 36% em 2025 e perde US$ 15,4 bilhões
Por outro lado, as vendas de veículos elétricos usados vêm crescendo desde que Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã no fim de fevereiro, desencadeando um conflito que elevou os preços do petróleo.
O Irã retaliou ao atingir embarcações que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz.
As margens brutas automotivas da Tesla e eventuais interrupções na cadeia de suprimentos devem estar no centro das atenções quando a companhia divulgar seus resultados do primeiro trimestre, em teleconferência marcada para 22 de abril, às 17h30 (horário de Nova York).
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
SpaceX faz pedido confidencial de IPO, preparando terreno para oferta recorde
2
Ingressos da Copa do Mundo: fase final será por ordem de chegada; veja quando começa a venda
3
Subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel entra em vigor nesta semana, após acordo sobre corte de ICMS
4
Vazamento na Anthropic expõe as entranhas do Claude Code e serviços ainda não lançados ao público; veja
5
OpenClaw: tudo o que você precisa saber mas tinha vergonha de perguntar (parte 1)